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Especial Paraná - AHK Curitiba
 
 

Especial Paraná uma publicação da Câmara Brasil-Alemanha que visa mostrar e comprovar à influência alemã na cultura de negócio entre a Alemanha e o sul do País.

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- Presença alemã influencia a cultura e a economia
- O momento é da agroindústria
- Setor produtivo quer fortalecer as parcerias
- Paraná, o principal Estado agrícola do País
- Mestre de queijos suíço usa sua experiência em Witmarsum
- Os benefícios fiscais para o investimento estrangeiro no Paraná
- Infra-estrutura dá suporte à economia
- Produção de Itaipu equivale a 25% da demanda brasileira
- Gás Natural: energia limpa para as empresas
- Repar é a quinta maior refinaria de petróleo do país
- Alemanha ocupa uma posição de destaque na balança comercial do Estado
- Pioneiros na indústria e no comércio do Estado, eles contribuíram para a implantação e o desenvolvimento de uma sólida economia
- Siemens está no Paraná desde 1995
- Tritec produz motores Made in Paraná
- Bosch amplia investimentos em Curitiba
- Qualidade total marca produção da Trützschler
- Moltec e Joos (parceria na fabricação de molas)
- Haas do Brasil abastece a indústria alimentícia
- Volkswagen já produziu 400 mil veículos no Paraná
- Paraná tem uma das maiores lavanderias industriais do País
- Brandl – referência em peças metálicas
- Gemü: previsão de investimentos de US$ 5 milhões até 2006
- Grupo Hübner expande atuação
- União fortalece participação no mercado
- Exemplo investe em tecnologia
- E. Tamussino importa equipamentos hospitalares da Alemanha
- Presença em mais de 100 países
- Associação amplia mercado da Plastipar
- Brinquedo alemão faz sucesso no Brasil
- Ensino, pesquisa e tecnologia:base para a competitividade
- Estado investe em preservação
- Responsabilidade ambiental contribui para as exportações
- Escolas divulgam a cultura alemã no Paraná
- Turismo cresce 62% no Paraná
 
 
Presença alemã faz o Paraná crescer

Presença alemã influencia a cultura e a economia

As relações entre a Alemanha e o Paraná são antigas. A primeira leva de imigrantes chegou ao Estado há 175 anos, fixando raízes em Rio Negro. Depois desse grupo pioneiro, outros seguiram em direção a Rolândia, Witmarsum, Entre Rios e Marechal Cândido Rondon.
A capital paranaense é outro forte núcleo da imigração no Estado. “As placas de rua não negam a presença alemã na cidade”, lembra Hans Gerhard Schorer, o Cônsul Honorário da Alemanha, em Curitiba. “Trata-se de uma das etnias com maior influência na economia e cultura de Curitiba”.
Para confirmar a tese, Schorer cita a Semana Alemã, realizada, em 1937, pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. “Já na época, a Câmara contava com 170 associados”, destaca. A cooperação dos imigrantes em organizações sem fins lucrativos, como escolas, hospitais, entidades culturais e clubes, ajudou a desenvolver a qualidade de vida na capital paranaense e a transformou em um dos melhores lugares do Brasil para se trabalhar e fazer negócios, segundo pesquisa promovida pela revista Exame da Editora Abril.
O Clube Duque de Caxias, fundado por alemães em dezembro de 1890, é o segundo mais antigo clube social em operação no Brasil. O Colégio Martinus, criado em 1948, também prova a vocação alemã para a educação e cultura.
Com a onda industrial do Paraná, a partir da década de 70, investidores alemães chegaram ao Estado. Os pioneiros da cidade industrial de Curitiba, criada há 30 anos, foram a Siemens e a Bosch. “Mais recentemente, com a vinda da indústria automobilística, chegou a Volkswagen/Audi e, com ela, dezenas de empresas fornecedoras. Este foi o movimento industrial da década de 90”, acrescenta Schorer.
Agora, avalia, existem enormes possibilidades de crescimento do agronegócio. “Esse talvez seja o mais importante filão a ser explorado pelos investidores alemães.” Também não estão esgotadas as chances nas áreas de alta tecnologia, nas quais Curitiba apresenta perspectivas bastante promissoras.
A logística é outra área na qual as relações comerciais com a Alemanha podem evoluir, acredita Schorer. “O Paraná é abençoado pela sua situação geográfica, mas tem carências nas áreas portuária, de aeroportos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Acredito que a competência alemã na logística possa contribuir para melhorar a infra-estrutura paranaense. Nós temos o problema, e eles a solução”, resume.

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O momento é da agroindústria

Embora já contasse com um expressivo número de empresas do porte da Siemens, Bosch, Volvo e Eletrolux, na capital, Klabin, Sadia, Pisa (Norske Skog) e tantas outras no interior, foi, a partir de 1997, que o parque industrial do Paraná se firmou como um dos principais do Brasil. “O Paraná, que já contribuía com 24% da produção nacional de grãos, passou então a ser um importante Estado produtor e exportador de produtos industrializados”, analisa Wilson J. Andersen Ballão, Diretor Regional da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.
A escolha de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, como sede da primeira fábrica da Volkswagen/Audi fora da Alemanha, trouxe para o Estado não somente seus fornecedores mundiais, em especial empresas alemãs com tecnologia avançada, mas colocou Curitiba definitivamente no contexto internacional, fazendo com que inúmeros empreendimentos de outros setores se instalassem na região, atraídos pela qualidade de vida e pela infra-estrutura oferecida.
Foi no escritório do diretor da Câmara em Curitiba onde começaram as conversações para a vinda da montadora ao Brasil.“Quando o Paraná entrou na disputa, a Volkswagen/Audi estava quase acertando sua ida para Minas Gerais ou São Paulo, locais onde as negociações já estavam adiantadas”, conta Wilson Ballão. “Na escolha, certamente pesou a qualidade de vida oferecida em Curitiba e na Região Metropolitana, aliada à infra-estrutura e à excelente mão-de-obra local, já que os incentivos fiscais pouco se diferenciavam dos ofertados pelos demais Estados”, acrescenta.
Assim como fez com a VW/Audi e suas fornecedoras, a Câmara também atua junto a empreendimentos de outros setores. “O primeiro contato das empresas alemãs interessadas em se instalar no Paraná, geralmente é feito por meio da Câmara”, conta. Boas oportunidades estão sendo oferecidas nas áreas de logística e infra-estrutura, construções pesadas, estradas, aeroportos. Mas é na agricultura, a grande força econômica do Estado, onde está o melhor negócio atualmente. “O momento é da agroindústria”, afirma Ballão.
Para apoiar a agricultura paranaense, fortemente mecanizada, investir na fabricação de equipamentos e tratores pode ser um excelente negócio, avalia o Diretor da Câmara. Estimativas indicam que nos últimos anos, a venda de tratores e colheitadeiras no Estado dobrou. “O Paraná sempre foi um tradicional produtor agrícola, agora o agronegócio está apresentando um desenvolvimento muito forte. Basta ver os resultados da balança comercial para comprovar seu crescimento. O Paraná poderia ter uma parceria ainda maior com a Alemanha no setor agroindustrial”, acredita.
Wilson Ballão já foi consultado por investidores alemães interessados em comprar áreas para reflorestamento, visando atender à indústria de papel. “O Paraná é o melhor lugar do mundo para plantar pinus. Aqui, em sete anos é possível se cortar uma árvore, enquanto em outros lugares, como na Finlândia, é necessário esperar até 23 anos para a floresta chegar ao ponto de corte”, compara.
Naturalmente todo este desenvolvimento não foi fruto do acaso. Gerações de paranaenses tiveram sólida formação por meio dos ensinamentos recebidos na Escola Alemã de Curitiba, uma das principais escolas do Estado até o advento da II Grande Guerra. Tudo contribuiu para que em Curitiba, em 1912, fosse fundada a primeira Universidade do Brasil; a Universidade Federal do Paraná. Mais tarde o Estado também mostrou-se pioneiro em outras áreas, como na urbanização (primeira zona de pedestres do Brasil), reciclagem de lixo, etc.
O povo paranaense é exemplo nacional em responsabilidade social. No Paraná nasceu a Pastoral da Criança, a qual tem como idealizadora a Dra. Zilda Arns, sem dúvida, de acordo com Ballão, o maior movimento social do Brasil (www.pastoraldacrianca.com.br). Para ele há muito se diz que o Paraná é a “Terra de todas as Gentes”, mas se há uma etnia em especial a quem devemos agradecer pelo que somos, sem dúvida alguma é a alemã.

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Setor produtivo quer fortalecer as parcerias

Rodrigo da Rocha Loures, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), é um entusiasta da relação comercial entre paranaenses e alemães. Dentro desta parceria, ele ressalta a transferência de tecnologia e a importância das empresas de capital alemão no desenvolvimento econômico do Estado. Conheça a seguir, a opinião de Loures sobre diferentes aspectos do relacionamento bilateral.

B-A: A Alemanha é o terceiro maior parceiro comercial do Paraná. Como avalia esta parceria?
Rodrigo da Rocha Loures: O Paraná, pela formação étnica de sua população, teve sempre uma relação muito boa com a Alemanha. Há diversas empresas alemãs instaladas no Estado, além de uma forte base cultural de origem germânica, o que facilita a relação. É importante manter essa parceria porque a Alemanha é a terceira maior economia do mundo, depois do Japão e dos Estados Unidos. É uma potência industrial e de inovação tecnológica e, portanto, essencial para o desenvolvimento industrial do Estado. A Fiep, principalmente por meio do Senai, sempre teve uma relação forte com a Alemanha, na transferência de tecnologia, na capacitação profissional e na cessão de equipamentos. A Alemanha, por diversas vezes, doou equipamentos e máquinas importantes para o Sistema Fiep, permitindo ao Senai manter uma posição avançada na capacitação profissional em relação a outras instituições similares de ensino.

B-A: Quais produtos poderiam ganhar mais espaço no mercado alemão?
Rodrigo da Rocha Loures: Produtos da indústria metal-mecânica (fundidos) e da agroindústria, alimentos, móveis em madeira processada ou produtos já acabados.

B-A: É possível fortalecer ainda mais a política de intercâmbios entre o Paraná e a Alemanha?
Rodrigo da Rocha Loures: Sim, incentivando missões empresariais dirigidas, aproximando as relações por meio do Centro Internacional de Negócios do Sistema Fiep, por exemplo, ou por meio do Centro de Integração de Tecnologia do Paraná (Citpar), que é uma outra entidade que está na órbita da Federação e que tem uma boa relação com o Eurocentro. É missão da Fiep buscar parcerias e fazer com que as indústrias do Paraná e os empresários possam se apresentar no mercado europeu de maneira profissional e estruturada.

B-A: Qual a importância da presença alemã para o desenvolvimento tecnológico da indústria do Paraná?
Rodrigo da Rocha Loures: Há uma característica que chama a atenção: o perfil da indústria alemã, além de algumas grandes corporações, é formado justamente pelas pequenas e médias empresas de alta tecnologia. Na última feira de Hannover foi possível observar essencialmente companhias desse porte e não mega-empresas. O nosso perfil também é formado por empresas de pequeno e médio portes, para os padrões internacionais. É muito mais fácil conversar esses empreendimentos lá, para estabelecer essa parceria, do que com as grandes empresas, que são de difícil acesso. Mas como na Alemanha o forte da tecnologia está na pequena e na média empresa, a comunicação e a relação se tornam mais fáceis.

B-A: Algumas das primeiras indústrias instaladas no Estado tem origem alemã. Qual a sua importância para o desenvolvimento da indústria regional?
Rodrigo da Rocha Loures: O empresário alemão sempre teve um papel importante, pois trouxe tecnologia nova para o país e para o Estado. Isso permitiu manter os fortes laços entre a Alemanha e o Paraná. A Siemens, um dos maiores exemplos no ramo em que atua, mesmo tendo o Brasil inteiro para escolher, decidiu instalar aqui no Paraná o seu centro de pesquisa. E mantém relação com as grandes universidades locais, contribuindo bastante para o desenvolvimento tecnológico e para o crescimento desse conhecimento aqui na região.

B-A: No próximo semestre, a Hexal, uma indústria de medicamentos genéricos estará se instalando em Cambé. O que lhe parece este novo investimento da indústria alemã no Estado?
Rodrigo da Rocha Loures: Uma questão importante é que eles estão acreditando no País e no potencial que temos com possibilidade para desenvolver negócios. O Paraná está sendo eleito para isso, prova que tem condições para atrair empresas. O fato gera desdobramentos – a companhia irá comprar produtos de fornecedores locais e assim desencadear um processo de desenvolvimento, gerando empregos e demandando serviços.

B-A: O Paraná tem localização estratégica: é uma das portas de entrada para o Brasil e está bem situado em relação ao Mercosul. Em um raio de 2 mil quilômetros, que compreende os Estados do Sul e Sudeste e os países vizinhos da Argentina, Paraguai e o Chile, estão concentrados 80% do PIB da América Latina. Qual a importância de parcerias estratégicas com o Paraná?
Rodrigo da Rocha Loures: O fato de estarmos localizados nessa região e com grandes centros ao redor, transforma o Paraná em uma base logística interessante, um ponto estratégico para indústrias. Ainda precisamos de mais investimentos em infra-estrutura eficiente – portos e rodovias. O grande problema no mundo hoje é a dificuldade de fluxo de matérias-primas, produtos e de dinheiro. É como no corpo humano, se o sangue não circular haverá falência dos órgãos. A economia funciona sempre assim, os canais devem estar livres.

B-A: Como a Federação das Indústrias do Estado do Paraná pode contribuir em todo esse processo?
Rodrigo da Rocha Loures: Hoje, o grande problema da indústria está fora dela. Internamente, no que diz respeito a tecnologias produtivas, as indústrias estão bem. Mas quando se fala em escoamento de produção, não se encontra a mesma eficiência. Então, não adianta ganhar minutos ou segundos na agilização de processos, com a fábrica digital e com os sistemas avançados de processos, se falta agilidade quando o produto é colocado dentro do caminhão ou do navio. Todo esforço pode ser perdido. Hoje, a preocupação é fazer com que exista uma logística boa e bem-estruturada, seja de comunicação, de transporte ou de telecomunicação.
A Fiep orienta na solução dos principais problemas, patrocina esforços, promove a aproximação de empresas especializadas no assunto, realiza eventos para mostrar experiências de logística. Assim o empresário entra em contato com todo tipo de informação voltada à logística. Queremos ser o norte do empresário paranaense, mostrando qual a direção certa a seguir.

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Paraná, o principal Estado agrícola do País

Colhendo 24% da safra de grãos do Brasil, o agronegócio responde por 1/3 do PIB estadual. A participação das cooperativas é expressiva


Com apenas 2,3% da área territorial brasileira, o Paraná é responsável por 24% da safra nacional de grãos. Segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura, desde o início da década de 90, a safra de grãos paranaense apresentou um crescimento de 91%, enquanto a área plantada expandiu 20%, refletindo o aumento de produtividade das lavouras.
O agronegócio é a atividade econômica mais forte do Estado, gerando aproximadamente um terço do Produto Interno Bruto (R$ 27 bilhões). No setor, destaca-se também a pecuária, com alto desenvolvimento da bovinocultura, suinocultura e avicultura.
Considerando-se a agricultura em geral, a qual inclui grãos e fibras, hortaliças, cana-de-açúcar, mandioca, e fumo, entre outros, a produção paranaense atingiu 63,8 milhões de toneladas em 2003.
O Paraná é o primeiro produtor nacional de milho, feijão, trigo, aveia, casulo de seda e carne de frango. É o segundo produtor de mandioca, cevada, soja, cana-de-açúcar e carne suína. Grande produtor de leite, carne bovina, café, fumo, hortaliças, frutas e produtos florestais. É, também, o principal produtor de fécula e farinha de mandioca e o segundo produtor de álcool e açúcar.

Tecnologia - Na tecnologia e na fertilidade do solo residem, segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), as razões do sucesso do Paraná na agricultura. Dos 130 mil estabelecimentos agrícolas, 81 mil possuem tratores e 24 mil colheitadeiras. Nos últimos três anos, o crescimento das vendas destes equipamentos mais do que dobrou.
Cerca de 65% dos estabelecimentos usam fertilizantes, consumindo 2,2 milhões de toneladas por ano. A correção de acidez do solo é pratica usual e a demanda anual de calcário gira em torno de 3,2 milhões de toneladas. A preocupação com a sustentabilidade da atividade agrícola faz com que a prática de plantio direto seja adotada em 90% das áreas de soja, 70% das de trigo e 70% das de milho.
Na seção de armazenamento, a capacidade estática dos armazéns do Estado totaliza 19,6 milhões de toneladas, sendo 15,3 milhões de toneladas para produtos a granel e 4,3 milhões de toneladas em armazéns convencionais.
Outro dado indicativo da dimensão da agricultura paranaense é que cerca de 25% dos recursos controlados do crédito rural são aplicados anualmente no Estado, tornando-o um dos principais tomadores de crédito rural no Brasil.
A participação das cooperativas no Paraná é expressiva. O Estado conta com 64 cooperativas agropecuárias, as quais congregam 110 mil agricultores e têm um faturamento anual de US$ 7,9 bilhões. Elas são responsáveis por 67% da soja comercializada, 35% do milho, 85% do trigo, 57% do leite in natura, 90% do algodão, 24% do café, 15% dos suínos, 27% das aves, 100% da cevada, 23% da cana-de-açúcar e 5% do feijão. Entre as cooperativas, a Agrária Mista de Entre Rios, no Sudoeste do Estado e a Cooperativa Mista Agropecuária de Witmarsum, do Sul, próximo a Curitiba, demonstram a forte presença alemã no setor.

Entre Rios - Com um faturamento de R$ 644 milhões, em 2003, e previsão de alcançar R$ 720 milhões este ano, a Cooperativa Agrária Mista de Entre Rios é um exemplo da força da agricultura paranaense. Dos seus 12 mil habitantes, 3 mil são descendentes diretos dos alemães que chegaram à região em 1951.
O carro-chefe da Entre Rios é o malte para cerveja, cuja produção alcançou as 118 mil toneladas, em 2003, e abasteceu 15% do mercado nacional. Em outras palavras, a cada seis cervejas consumidas no País, uma contém malte proveniente do distrito de Guarapuava. Para ampliar a produção em 50%, estão previstos investimentos de R$ 60 milhões.
A área total plantada da Entre Rios é de 100 mil hectares, ocupada no verão com as culturas de soja e milho. No inverno, as culturas de trigo, cevada e aveia branca para consumo humano ocupam o mesmo espaço.
A cooperativa conta com quatro indústrias: malte, moinho de trigo, fábrica de rações e óleo. O moinho de trigo, terceiro maior do Paraná, beneficia 410 toneladas por dia. A farinha de trigo industrial foi recomendada, em janeiro deste ano, para a certificação “Análise dos Produtos de Perigo Crítico de Controle (APPCC)”, a qual garante ser o produto livre de contaminação física, biológica e química e 100% orgânica. A cooperativa também obteve, pelo terceiro ano consecutivo, a certificação para a soja não-transgênica. Para conquistar este certificado, emitido pelo Tecpar, toda a produção é rastreada – da semente à colheita.

Witmarsum - Transformar seus produtos para agregar mais valor à produção e conquistar novos mercados. Esta é a meta que levou a Cooperativa Mista Agropecuária de Witmarsum a produzir queijos finos. A produção atualmente é de 1,8 mil litros por dia e a previsão é chegar a 10 mil litros de leite em 2005. Localizada no município de Palmeira, na região dos Campos Gerais, próximo a Curitiba, a cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum é um pequeno pedaço da Alemanha dentro do Paraná. Ela administra, em parceria com a Associação de Moradores da Colônia, fundada há sete anos, o hospital, a escola e o museu.
A unidade de queijos é coordenada por Jose Lotscher, um especialista (maître-fromager diplome), cuja arte aprendeu na Suíça, seu país natal. Nela são fabricados nove tipos de queijos: Tilsit, Emmental, Gorgonzola, Parmesão, Camembert, Raclette, Reblochon, Brie e o Minas Frescal. O destaque fica por conta do Reblochon, fabricado no Brasil unicamente pela Witmarsum. “A nossa maior concorrência são os produtos importados. Estamos trabalhando a marca para que os consumidores atestem a qualidade do queijo produzido em Witmarsum, comprovando ser a mesma qualidade do importado e com um preço competitivo”, afirma Artur Sawatzky, Diretor Presidente da cooperativa.
Além do leite, os 270 produtores cooperados plantam soja, milho, trigo, cevada e aveia.

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Mestre de queijos suíço usa sua experiência em Witmarsum

O clima, a preservação da cultura alemã e a alta qualidade do leite produzido em Witmarsum atraíram o suíço Josef Lotscher, especialista em queijos para o Paraná. Ele coordena a produção de queijos finos na Colônia Witmarsum.
Formado na Suíça, depois de 10 anos estudando e trabalhando em uma pequena queijaria artesanal de seu pai, Lotscher passou por várias indústrias de queijo em seu país. Depois de 40 anos de experiência, foi convidado a produzir queijos no Paraguai. Desanimou quando viu que não conseguiria exportar o produto para o Brasil.
Convidado a ir para Witmarsum, no convívio com as famílias alemãs, sentiu-se mais próximo à sua terra natal. “No Brasil encontramos todos os fermentos necessários e excelente matéria-prima para a produção dos queijos”, conta o mestre.
Lotscher tem planos de passar a sua experiência adiante e já está começando a ensinar os funcionários. “A fabricação do queijo é um processo de fermentação, sendo necessários conhecimentos de biologia e química”, explica.

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Os benefícios fiscais para o investimento estrangeiro no Paraná

A legislação do Estado desenvolveu condições propícias para atrair investimentos

As parcerias entre o Brasil e a Alemanha nos campos comercial e cultural vêm de longa data. Desde a colonização do Brasil os investimentos alemães tiveram e ainda têm grande influência sobre a cultura e economia brasileiras.
Especificamente em relação ao Paraná, outros fatores pesam como atrativos para o investimento estrangeiro em geral, como, por exemplo, a disponibilidade de mão-de-obra qualificada. Nesse contexto, a política fiscal tem se mostrado eficiente meio de atração de investimentos permanentes, existindo três programas de benefícios fiscais na esfera estadual de grande importância.
O primeiro programa foi criado pelo Decreto Estadual 949/2003, por um sistema de diferimento de parte do ICMS nas operações realizadas dentro do Estado do Paraná. Na prática, há a diminuição do desembolso de ICMS nas operações realizadas no Estado do Paraná de 18% para 12%, o que também se aplica às importações realizadas através do Paraná.
O segundo programa foi criado pelo Decreto Estadual 950/2003, que estabelece o diferimento do ICMS nas importações de mercadorias destinadas à industrialização. Trata-se do não-desembolso de ICMS pelas indústrias paranaenses que importem através do Porto de Paranaguá, sobre insumos, componentes, peças e partes que serão utilizadas para essa industrialização.
O Decreto 950/2003 também concedeu o diferimento do ICMS nas importações de bens destinados ao ativo imobilizado das empresas paranaenses, tanto comerciais como industriais. Trata-se do não-desembolso de ICMS que seria pago no desembaraço aduaneiro, através da sistemática de cobrar o ICMS em parcelas mensais, na mesma proporção em que é lançado o crédito tributário respectivo, anulando o efeito no caixa das empresas.
Em terceiro lugar, há o “PROGRAMA BOM EMPREGO” que representa o maior incentivo fiscal atualmente vigente, que pode ser resumido como a dilatação do prazo de pagamento de significativa parte do ICMS gerado pelos novos investimentos industriais (novas instalações ou expansão), desde que aprovados pelo governo estadual.
Limitada ao montante investido, uma parcela do ICMS devido mensalmente (novo ou incremental) será paga depois de quatro anos, atualizada pelo Fator de Conversão e Atualização do ICMS – FCA, (índice próximo à Taxa SELIC, utilizada pelo Governo Federal).
O Programa está contido no Decreto Estadual 1.465/03, que define que um percentual de 50% a 90% do imposto poderá ser pago depois de 4 anos, dependendo do Município em que a empresa se instalará, não se aplicando aos os Municípios de Curitiba, São José dos Pinhais e Araucária.
Um ponto interessante do programa refere-se ao seu perfil social, pois os percentuais de dilatação do prazo de pagamento do ICMS variam de acordo com o Município em que a indústria se instalará. Quanto menor o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano –, maior será o percentual do ICMS que poderá ser pago em 4 anos.
Por exemplo, nas cidades de Campina Grande do Sul, Campo Largo, Cascavel, Colombo, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Paranaguá, Pinhais, Piraquara, Ponta Grossa e Quatro Barras, os empreendedores podem postergar o recolhimento de 50% do imposto.
Em Apucarana, Arapongas, Cambé, Campo Mourão, Fazenda Rio Grande, Francisco Beltrão, Guarapuava, Paranavaí, Pato Branco, Sarandi, Telêmaco Borba, Toledo e Umuarama, a empresa que implantar novas unidades ou ampliar a produção terá uma dilação de 70% sobre o ICMS devido total ou incremental respectivamente.
Nos demais municípios a dilação é de 90%, com exceção de Curitiba, São José dos Pinhais e Araucária, cidades que receberam expressivos investimentos durante o processo de industrialização levado a efeito nos últimos anos.
Também o limite total do valor postergado poderá ser aumentado dependendo do desenvolvimento social do Município de instalação, podendo ser igual a 1, 1,5 ou até a 2 vezes o valor do investimento industrial. Não há dúvida de que esse é um diferencial essencial na atualidade, pela importância crescente da responsabilidade social empresarial, recompensada no caso com a concessão de benefícios fiscais.
Importante ressaltar que caso os investimentos propiciem a industrialização de produtos sem similar no Estado do Paraná, o benefício será da dilatação do pagamento de 90% do ICMS gerado, independentemente do Município em que a Planta Industrial for instalada (incluindo-se, então, Curitiba, São José dos Pinhais e Araucária – maiores distritos industriais do Estado).
O Decreto Estadual 1.464/2003 também concedeu a dilatação do prazo de pagamento do ICMS incidente sobre a energia elétrica consumida por indústria enquadrada no Programa Bom Emprego por dois anos.
Atualmente, o Governo do Estado do Paraná estuda possibilidades de atrair empresas não industriais. Está em fase bastante avançada de estudos a extensão dos benefícios concedidos às indústrias para outros tipos de empresas, tais como centros distribuidores de grandes marcas do setor Têxtil.
Por fim, em relação aos tributos municipais, pode-se dizer que a maioria dos Municípios Paranaenses tem programas de incentivo a investimento.
Em muitos casos há uma diminuição ou isenção do ISS - Imposto sobre a Prestação Serviços, que é cobrado pelos Municípios. Esse benefício é aplicado diretamente aos novos prestadores de serviços, bem como, no caso da implantação de grandes projetos industriais, para os prestadores de serviços destas empresas.
Outro tributo municipal através do qual também há incentivo a investimentos é o IPTU - Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana, sobre a sede de empresas que representem novos investimentos, com geração de empregos.
Os projetos incentivados e os benefícios em si variam bastante de Município para Município e, em geral, os benefícios são temporários, válidos de 5 a 10 anos.
Como se vê, as empresas que têm interesse em explorar as oportunidades no Brasil – maior país da América Latina – podem encontrar em um dos 399 Municípios do Estado do Paraná condições únicas e propícias para investimento.

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Infra-estrutura dá suporte à economia
Disponibilidade de energia é um dos diferenciais do Estado

A auto-suficiência em energia elétrica permite ao Paraná exportá-la. Contando com usinas geradoras, rede de distribuição de gás natural e uma refinaria da Petrobras, o Estado não corre risco de restrição de fornecimento de energia, estando preparado para atender os empreendimentos, os quais se instalarem em seu território.
Uma malha rodoviária formada por 15.818 km de estradas, integra as regiões do Estado e oferece o suporte à economia. Ferrovias, portos e aeroportos completam a infra-estrutura necessária para o escoamento da produção.

Energia - A situação energética privilegiada do Paraná é de responsabilidade da Companhia Paranaense de Energia (Copel), controlada pelo Governo Estadual. Criada em 1954, a Copel foi apontada pela pesquisa “World’s Most Respected Companies”, realizada pela empresa de auditoria Price Waterhouse Coopers (2003), como a empresa de serviços de utilidade pública mais respeitada no Brasil e a terceira em todo o mundo. Operando 18 usinas (17 hidrelétricas e uma termoelétrica), a Copel tem uma capacidade instalada de 4,55 mil Megawatts (MW) – cerca de 50% superior à demanda média do Estado. Responsável também pela transmissão e distribuição da energia gerada, a Copel atende a 1.112 localidades em 393 dos 399 municípios paranaenses, totalizando mais de 3 milhões de consumidores.

Integração nas rodovias - A malha viária paranaense conta com 15.818 km de estradas. Com o programa de Concessão de Rodovias foi possível recuperar o principal eixo rodoviário do Estado, formado por 2.490 km (dos 1,7 mil federais). Este eixo integra as cidades-pólo de todas as regiões paranaenses, interligando-as aos principais acessos ao Estado e também aos terminais portuários e aeroportuários.
Desde o início da concessão, em 1998, foram investidos cerca de R$ 1 bilhão nas estradas. Para os próximos 24 anos de concessão, esse valor deverá ser acrescido de mais R$ 4 bilhões. Foram restauradas 1.367 km e duplicados outros 183 km.

Ferrovia - O Paraná possui uma avançada infra-estrutura de ferrovias. A Ferroeste, com 248 quilômetros, é uma companhia mista cujo maior acionista é o Governo estadual. A estrada de ferro é gerenciada em sistema de concessão pela Ferropar, que transporta por ano cerca de 1,5 milhão de toneladas – sendo a maior parte soja.
Os 248 quilômetros da Ferroeste fazem a ligação entre Cascavel, no oeste do Estado, a Guarapuava (no sudoeste). Deste ponto em diante, até o Porto de Paranaguá, a ferrovia passa a utilizar a estrutura da América Latina Logística (ALL), empresa responsável pelo trecho com a privatização da Rede Ferroviária federal e, também, acionista (minoritária) da Ferropar.

Paranaguá - Principal porto graneleiro da América Latina e o maior portão de saída da soja produzida no Brasil, em Paranaguá também são embarcados os veículos produzidos pelas montadoras instaladas na Região Metropolitana de Curitiba.
Com uma faixa portuária de 2,6 km, Paranaguá registrou, em 2003, a movimentação de 33,5 milhões de toneladas, com destaque para o complexo de soja (grão, farelo e óleo). A capacidade operacional de embarque é de 10,8 mil toneladas/hora, devendo ser ampliada com a futura construção de mais três berços de atracação. A capacidade de armazenagem ultrapassa 1,1 milhão de toneladas.
Entre os projetos previstos para o porto está a implantação de uma plataforma industrial alfandegada. A área permitirá que as empresas instaladas no Porto tenham, atendendo a condições pré- estabelecidas, isenção de impostos.
O terminal de contêineres de Paranaguá (TCP) é uma estrutura privada, especializada em armazenagem e movimentação de veículos. Em operação desde 1998 e com 300 mil metros quadrados de pátio, o TCP recebeu, em 5 anos, investimentos de R$ 160 milhões em obras e equipamentos. Em 2003, houve um crescimento de 18% nas atividades do terminal ante 2002, encerrando o ano com uma movimentação de 250 mil TEUs (medida internacional, correspondente a um contêiner de 20 pés) e 143,5 mil contêineres.

Antonina - Localizado a 90 km de Curitiba, o Porto de Antonina é operado pela empresa privada Terminais Portuários da Ponta do Félix e movimenta cargas frigorificadas em pallets, e soltas, e contêineres, produtos florestais, siderúrgicos e granéis sólidos.
Praticamente desativado até 1998, o Antonina foi recuperado com a implantação de um cais (de 360 metros, para dois navios simultaneamente), armazéns de carga geral (com 18 mil metros cúbicos de capacidade), além de um complexo frigorificado, considerado o mais moderno da América Latina.
A primeira câmara frigorificada, em operação desde 2002, tem capacidade para 420 mil toneladas de carga. Com a nova Câmara de armazenagem, inaugurada em 2003, a capacidade aumentou para 13.500 toneladas.

Aeroportos - A infra-estrutura aeroportuária do Estado do Paraná é formada por 41 aeroportos públicos. Os principais são o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais - região metropolitana de Curitiba, o de Foz do Iguaçu, o qual serve Londrina e Maringá, e o Aeroporto Bacacheri, em Curitiba.
O aeroporto Afonso Pena, com 45 mil metros quadrados de área construída, tem capacidade para atender um movimento anual de mais de 3 milhões de passageiros, transformando-o no quinto maior do País. É entretanto, o segundo aeroporto brasileiro a contar com o Sistema Integrado de Tratamento de Informações Aeroportuárias (SITIA) interligando todas as operações do novo terminal, como movimento de aeronaves, as informações sobre vôos, os telefones internos e externos e o circuito fechado de televisão. Como ocorre nos aeroportos mais modernos do mundo.
Já o volume de cargas transportadas cresceu de 25,9 mil toneladas, em 1999, para 30,2 mil toneladas em 2002.

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Produção de Itaipu equivale a 25% da demanda brasileira

Considerada uma das maiores obras da engenharia mundial, a Usina Binacional de Itaipu localiza-se em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na fronteira com o Paraguai.
Em 2003, Itaipu produziu 89 milhões de megawatts-hora (MWh) o suficiente para atender, 24,4% da demanda brasileiro e 92% do consumo paraguaio. O Diretor-Geral brasileiro, Jorge Samek, lembra que, em 2004, Itaipu será responsável por mais de 38% do superávit primário das estatais federais, o equivalente a R$ 4,6 bilhões.
A primeira unidade geradora da usina iniciou as operações em 5 maio de 1984 e, em abril de 1991, a 18a unidade. As duas últimas deverão entrar em funcionamento no segundo semestre de 2005.

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Gás Natural: energia limpa para as empresas

O gás canalizado chegou ao Paraná em 1995, quando entrou em operação a Compagas, uma empresa de economia mista, cuja acionista majoritária é a Copel. O primeiro fornecimento de gás da Refinaria Getúlio Vargas, de Araucária aconteceu em 1º de outubro de 1998, para a empresa Peróxidos do Brasil, localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Em março de 2000, o gás natural boliviano substituiu o produto de refinaria no fornecimento industrial.
Hoje, a Compagas atende a 73 indústrias, 16 clientes automotivos, 18 comerciais, nove prédios residenciais, além de unidades de co-geração e termelétrica a gás natural (para geração de energia elétrica). Possui uma rede de 402 quilômetros, servindo a sete municípios paranaenses.

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Repar é a quinta maior refinaria de petróleo do país

Localizada a 25 quilômetros de Curitiba, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas – Repar é a principal empresa do setor químico paranaense. Quinta maior refinaria do País, a Repar ocupa uma área de 10 milhões de metros quadrados no município de Araucária. Sua instalação no Paraná, em 1977, levou à criação de parques industriais na região da Grande Curitiba.
A capacidade atual de refino é de 32 milhões de litros diários de petróleo (cerca de 200 mil barris), o que representa 12% da produção nacional. Paraná, Santa Catarina, sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul absorvem 85% de sua produção sendo o restante destinado a outras regiões do País. A maioria do petróleo processado pela Repar vem da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro e chega de navio ao Terminal de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Entre 1994 e 2002, a Repar investiu R$ 409,63 milhões na ampliação da capacidade de refino, modernização tecnológica, construção de novas unidades. Em setembro de 2001, foram iniciadas as obras de construção da Unidade de Hidrodessulfurização de Diesel – HDS, investimento de US$ 150 milhões, cujo objetivo é maximizar a qualidade do óleo atendendo a rigorosos padrões ambientais.

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Parceria também no comércio exterior
Alemanha ocupa uma posição de destaque na balança comercial do Estado


As exportações do Paraná atingiram a marca histórica de US$ 7,1 bilhões, em 2003, um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. “Os bons resultados demonstram que o Estado é competitivo no mercado externo”, afirma Rodrigo da Rocha Loures, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), lembrando que os índices incluem um aumento de 67% nas exportações de bens de capital (máquinas e equipamentos, inclusive de uso industrial), 29,5% de bens intermediários e 12,9% de bens de consumo (duráveis e não-duráveis).
As relações comerciais com a Alemanha desempenham um importante papel nesse contexto. Terceiro maior mercado comprador de produtos paranaenses em 2003, aquele país foi responsável por um volume de negócios de US$ 435 milhões. No ranking das importações, os produtos alemães ficaram em primeiro lugar, movimentando US$ 533 milhões no ano passado. O valor eqüivale a 15% de tudo o que o Estado comprou no exterior em 2003.
Entre os 100 produtos vendidos pelo Paraná ao mercado alemão destacam-se a soja, a qual responde por mais de 50% das vendas estaduais para a Alemanha, bem como material de transporte (automóveis, motores e autopeças), carnes, madeiras, máquinas e equipamentos e café.
Em contrapartida, o mercado paranaense absorve da Alemanha autopeças e componentes para a fabricação de veículos, notadamente para a montagem de automóveis da Volkswagen/Audi, instalada na Região Metropolitana de Curitiba. O Paraná também compra máquinas equipamentos mecânicos e eletroeletrônicos.
As empresas de capital alemão instaladas no Estado desempenham um importante papel no desenvolvimento das vendas internacionais. Elas estão em primeiro lugar no que se refere às exportações de produtos industrializados. Casos como os da Bosch, que exporta mais de US$ 50 milhões/ano para a Alemanha, da Trutzschler, da Gemü, da Tritec e da Siemens são exemplares neste processo.
Para a Tritec - empresa fabricante de motores para automóveis BMW e DaimlerChrysler produzidos na Europa - a qualidade de vida da Região Metropolitana de Curitiba (considerada uma das mais altas do Brasil), a mão-de-obra qualificada, a boa estrutura de serviços e a instalação de um pólo automotivo com grandes montadoras foram fatores determinantes para a instalação da empresa no Paraná.

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Alemães fazem o Paraná crescer
Pioneiros na indústria e no comércio do Estado, eles contribuíram para a implantação e o desenvolvimento de uma sólida economia


Essenfelder, Eisenbach, Stelfeld, Garmatter, Kopp, Hauer, Schrappe, Maeder, Ströbel, Senff, Müller, Amhof, Wieland, Reichmann, Ritzmann e Meissner - nomes os quais remetem a nossa imaginação à Alemanha, e fazem parte da história econômica do Paraná. São alemães e seus descendentes, cuja iniciativa contribuiu para a formação do primeiro parque industrial do Estado.
No rastro destes primeiros empreendedores seguiram-se outros, nas várias fases da industrialização paranaense. O exemplo mais recente da ligação Paraná-Alemanha, no campo industrial, é o investimento da Hexal, em sua nova unidade.
Os alemães foram os primeiros imigrantes a chegar ao Estado, em 1829, fixando-se em Rio Negro. Trouxeram experiência em atividades, as quais os tornaram referência em empreendimentos comerciais e industriais: olaria, agricultura, marcenaria, ferraria e carpintaria, entre outros. A cultura também foi marcada pela presença alemã. Em 1908, a Essenfelder inaugurou sua fábrica de pianos, marca premiada na Europa pela excelência de seus produtos.
Além da forte influência na fase inicial da industrialização paranaense, a colônia alemã que escolheu Curitiba para viver foi responsável, em grande parte, pela evolução econômica da cidade.
Um retrato que revela a importância dos alemães para a capital paranaense do final do século XIX está no site www.origens.com.br, do jornalista César Setti. Ali está registrado “.....em 1876, dos cinco médicos de Curitiba, um era alemão. De dois farmacêuticos, um era alemão. Aos alemães pertenciam as cinco serras hidráulicas então existentes. De dez engenhos de erva-mate, eles eram proprietários de um - o único movido a vapor. A única fábrica de carroças era de alemães, assim como as quatro cervejarias, onze das quinze ferrarias, uma estufa de cal, um hotel, nove das dez mercearias, seis dos sete moinhos, a única empresa de diligências..... De cinqüenta e sete estabelecimentos comerciais, doze eram propriedade de alemães. De quatro mestres de construção, dois eram alemães...”.
Há menos de 10 anos, o Paraná passou por uma nova fase de industrialização, impulsionada por subsídios fiscais oferecidos pelo governo estadual para a atração de novas fábricas. Nessa época instalou-se no Estado a fábrica da Volkswagen/Audi, com plataformas para a montagem de carros como o Golf, Audi A3, Saveiro e, mais recentemente, o Fox, veículo totalmente concebido no Brasil.
Junto com a montadora, outras 18 empresas de capital alemão instalaram-se no Paraná entre 1996 e 2002. São, em sua maioria, fornecedores de componentes e peças para automóveis, como a Tritec, joint venture da BMW e DaimlerChrysler para a fabricação de motores de até 1.6cc, a Brose, Bollhoff Möller, Witzenmann, Rütgers, Brandl, Krupp Hoesch, Edscha e Adwest Heidemann.

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Siemens está no Paraná desde 1995

Em 2005, a Siemens completa 30 anos de atuação no Paraná. A empresa alemã fabrica equipamentos para telecomunicações e foi a primeira multinacional a instalar-se na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), em 1975.
Hoje, a unidade paranaense é uma das três fábricas mundiais do Siemens. Em 2003, a planta foi consolidada como Centro Regional de Desenvolvimento, onde são produzidos equipamentos, sistemas de telecomunicações para redes fixas e estações rádio-base para redes móveis e equipamentos de rádio microondas.

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Tritec produz motores Made in Paraná

A Tritec Motors, uma joint venture da DaimlerChrysler e da BMW, fabrica motores de 1.4 e 1.6 litros em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Toda a produção é destinada à exportação para a Inglaterra, México e China, mercados onde os propulsores equipam automóveis como o Mini, PT Cruiser e Chery A15.
A excelência dos produtos a Tritec no Paraná garantiram à empresa vários prêmios dentre os quais: o Award’s da Auto World Magazine como “One of the 10 best engines of the world”, em janeiro de 2003; o Engine Technology da International Magazine como “melhor motor do ano”, em julho de 2003; e o Prêmio de excelência ambiental, do grupo DaimlerChrysler, em janeiro de 2004.

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Bosch amplia investimentos em Curitiba

Nos últimos anos, a Bosch realizou significativos investimentos na fábrica de Curitiba para a produção de componentes dos novos sistemas eletrônicos de injeção. Estes se tornaram necessários em função da legislação brasileira de emissões de gases de escape a qual entrou em vigor em janeiro deste ano. Para 2004, estão previstas inversões de R$ 53 milhões.
A unidade da Bosch em Curitiba localiza-se na Cidade Industrial (CIC), ocupando mais de 70 mil metros quadrados de área construída. A fábrica inaugurada em 1978, e hoje com cerca de quatro mil empregados, exporta 50% da produção para a Alemanha, os Estados Unidos e a Ásia. A unidade possui certificados de qualidade total e ambiental.
A Bosch está tão integrada à vida curitibana que a empresa “adotou” a comunidade carente de Vila Verde, situada nas proximidades da fábrica, para promover ações de inclusão social de seus moradores. Em paralelo, a ONG Voluntários Bosch implantou um projeto de sustentabilidade - Cooperativa de Costureiras da Vila Verde - para melhorar a renda de um grupo de mulheres, que costuram em máquinas doadas por funcionários da empresa. Dentro deste contexto, a indústria está inaugurando o “Barracão do Conhecimento”, espaço físico destinado a oficinas de aprendizagem e capacitação profissional para a construção civil, com cursos para pintor, marceneiro, mestre de obras, eletricista, instalador hidráulico, serralheiro entre outros.

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Qualidade total marca produção da Trützschler

A Trützschler do Brasil, fabricante de máquinas têxteis, tem os seus equipamentos certificados com a ISO 9001:2000, pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), e com a DIN EN ISO 9002, pelo Tüv Cert, da Alemanha.
Elas são decorrentes de um rigoroso conceito de qualidade, traduzidos em um processo de produção a qual acompanha os avanços de tecnologia e automação da matriz, na Alemanha, e que resulta em máquinas produzidas no Brasil, com alto padrão tecnológico. A gama de produtos conta com máquinas máquinas para fiação, além de instalações recuperadoras de resíduos de algodão, filtros de ar de alta capacidade e prensa de fardos.
O Grupo Trützschler é, de acordo com a empresa, líder mundial no segmento de instalações de preparação para a fiação. Além de Alemanha e Brasil, a corporação possui unidades industriais nos EUA, Índia e na China. Instalada no Paraná desde 1977, a Trützschler já colocou em operação no mercado nacional, 800 instalações completas, 2.200 cardas (máquinas que desembaraçam e limpam fibras têxteis) e 250 passadores.

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Moltec e Joos:
parceria na fabricação de molas

A Moltec Molas de Precisão irá investir US$ 450 mil para ampliar, ainda este ano, em 15% a sua produção de 7 milhões de molas/mês. A empresa de 70 funcionários, situada em Araucária, produz molas, artefatos de arame/fita e estampagem leve. Fundada há 25 anos pelo alemão Dieter Edele, a Moltec foi vendida, na década de 80 para o suíço André Larsen, seu atual proprietário.
Há cinco anos, a organização formou uma parceria com a Joos, companhia alemã especializada na fabricação de molas dinâmicas de alta tecnologia, usadas em bombas injetoras, entre outros. Como resultado, a Moltec passou a utilizar tecnologias de ponta na fabricação de seus produtos, o que a transformou em um dos mais destacados empreendimentos de seu setor, atendendo clientes como Bosch, Siemens, Volvo, ZF e Hettich Plastipar.
As empresas – Moltec e Joos - possuem certificação Tüv Cert e ISO 9001/2000. Em 2003, a Joos recebeu o prêmio Supplier Award, como melhor fornecedor do Grupo Bosch.

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Haas do Brasil abastece a indústria alimentícia

Pertencente ao grupo austríaco Franz Haas Waffel und Keksanlagen GmbH, fundado em 1905, com sede em Viena, a Haas do Brasil foi inaugurada em 1977 e produz equipamentos para a indústria alimentícia nacional.
A companhia tem capacidade para produzir, por ano, até seis linhas completas para wafer e três linhas de biscoitos. No mercado nacional, praticamente todos os fabricantes de wafers têm equipamentos Haas. Do Paraná, além do mercado nacional, a empresa atende os mercados da Malásia, Argentina, Peru, Chile, Equador, Bolívia, Áustria e Estados Unidos.

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Volkswagen já produziu 400 mil veículos no Paraná

Instalada na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a Volkswagen/Audi foi inaugurada em janeiro de 1999 e é uma das mais modernas fábricas do grupo. Resultado de um investimento de US$ 1 bilhão, a montadora já produziu 400 mil veículos nos últimos cinco anos, sendo 50% deles destinados à exportação para todo o continente americano.
Com 2,5 mil empregados, a empresa é a única do grupo a exportar o Golf para o mercado norte-americano e a primeira a fabricar o novo compacto mundial da companhia, o Fox. Responsável por outros 10 mil empregos indiretos, a fábrica produz também o Audi A3 e o utilitário Saveiro. A unidade venceu ainda uma concorrência mundial para exportar peças de reposição do Golf para os EUA, China e Europa. A capacidade de produção da planta paranaense é de 550 carros/dia ou 160 mil carros/ano. A produção dos veículos começa no setor de estamparia, o mais moderno da América Latina e no qual são fabricadas as peças metálicas, como: portas, capôs, laterais etc. Em 2003, a área passou a utilizar toda a capacidade da prensa (16 mil peças/dia).

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Paraná tem uma das maiores lavanderias industriais do País

A Bardusch Arrendamentos Têxteis presta serviços no ramo de lavanderia industrial e está instalada em São José dos Pinhais, desde 1977. A empresa é uma das três maiores do Brasil em seu ramo de atividade e possui 250 funcionários.
Fundada na Alemanha, em 1870 a Bardusch brasileira foi a primeira empresa do grupo implantada fora da Europa e iniciou suas atividades com capacidade para 110 toneladas de roupas por mês.
Com grandes clientes como o DaimlerChrysler, Robert Bosch e VW/Audi, a empresa disponibiliza uniformes, toalheiros, locação de tapetes e de saboneteiras com refil.

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Brandl – referência em peças metálicas

A Brandl do Brasil, do Grupo Brandl Maschinenbau, fabrica peças metálicas para veículos, conjuntos soldados, ferramentas de estampar e dispositivos de solda e controle. Trata-se de um dos mais capacitados e bem estruturados fornecedores de peças metálicas do Brasil.
A Brandl exporta ferramentas e dispositivos para a Alemanha, mas há dois anos vem se dedicando quase exclusivamente ao mercado local.

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Gemü: previsão de investimentos de US$ 5 milhões até 2006

A Gemü do Brasil, uma das empresas do grupo alemão Gemü Gebrüder Müller Apparatenbau GmbH & CO. KG, pretende investir US$ 5 milhões nos próximos dois anos para dobrar a produção da unidade paranaense, que hoje é de 150 mil válvulas e acessórios por ano.
O grupo oferece ao mercado mais de 500 mil opções de produtos, entre aparelhos de medição e de controle e válvulas industriais do tipo diafragma, globo, borboleta, de esfera e de controle. São equipamentos os quais atendem atividades, como: tratamento de água e efluentes, processos químicos em geral, biotecnologia, indústria de semi-condutores, produção de alimentos e bebidas e utilidades industriais em geral.
Para alcançar seu objetivo, a empresa investiu, ao longo dos últimos anos, no desenvolvimento de novos produtos e no aumento de sua capacidade fabril para atender também à crescente demanda mundial. Nos últimos três anos foram aportados aproximadamente US$ 4 milhões. As novas quantias devem ser concentradas em contratação de mão-de-obra, maquinário e no desenvolvimento de tecnologia.
A Gemü iniciou suas atividades no Brasil, em outubro de 1981, na cidade de São José dos Pinhais com a tecnologia do grupo alemão, sediado em Ingelfingen, região de Hohenlohe. A empresa desenvolve, conforme a tradição do fundador e da direção do Grupo Gemü, inúmeros projetos sociais. No Brasil, a Gemü participou da fundação e construção de uma entidade de apoio a menores em situação de risco, onde recebem acompanhamento, estudo e atividades de entretenimento, além de alimentação e hospedagem.

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Grupo Hübner expande atuação

A Hübner Indústria Mecânica iniciou suas atividades, em Curitiba, em 1980. Dez anos depois, lançou no mercado de reposição de autopeças a marca Auto Linea, que inicialmente produzia blocos de motor da linha Mercedes-Benz. Atualmente, a companhia comercializa blocos, cabeçotes, virabrequins, ajustadores automáticos de freio, roscas sem fim e setores de direção. Sua sede fica no município de Araucária.
A Hübner pretende inaugurar ainda este ano uma carvoaria ecologicamente correta e, no final de 2005, uma siderúrgica, ambas no Paraná.
Além do mercado automobilístico, o grupo Hübner atua ainda na fabricação de peças destinadas à indústria de bens de capital. Um dos principais investimentos programados para os próximos dois anos é a modernização e ampliação da Fundição Impar, adquirida em 2002. Entre várias melhorias estão as aquisições de duas novas linhas de moldagem.

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União fortalece participação no mercado

A Statomat Spezialmaschinen foi fundada em 1949, na Alemanha, com o objetivo de fabricar máquinas especiais para produção de estatores de motores elétricos. Entre os primeiros produtos fabricados pela empresa figuram as isoladoras de ranhuras e as máquinas bandageadoras.
Atualmente, a empresa conta com vários produtos para motores elétricos, alternadores e geradores e apresenta soluções para o mercado, as quais incluem desde máquinas individuais a linhas automáticas.
A Statomat está presente em vários países e é dona de aproximadamente, 65% do mercado mundial de máquinas especiais para fabricação de motores elétricos. Sua participação ficou ainda mais fortalecida ao unir-se com a concorrente, a também alemã Elmotec.
A unidade brasileira fica no município de Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, e possui 75 funcionários constantemente treinados para assegurar o padrão de qualidade.
Entre os seus principais clientes estão a Bosch, Electrolux, Embraco, Loren Sid, Eberle, Elgin, Tecumseh, Weg, Kohlbach, Arge, PPA, Tron, Hitachi, entre outros. A empresa também exporta seus produtos para os Estados Unidos, a Alemanha, a Inglaterra e para alguns países do Mercosul.

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Exemplo investe em tecnologia

A Exemplo MP é resultado de um processo de terceirização da Siemens e presta serviços de calibração em equipamentos de testes e medição nas áreas de eletricidade, telecomunicações, freqüência, radio freqüência, óptica e dimensional. Com um investimento em tecnologia de, aproximadamente, US$ 300 mil, a empresa tem todos os padrões utilizados rastreados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Com sede em Araucária, a companhia é certificada com a ISO 9001:2000 e conta com laboratórios de calibração adequados à norma NBR ISO/IEC 17025. Trabalham na organização 28 profissionais altamente especializados, os quais permitem à Exemplo MP atender com eficiência técnica as exigências do mercado e a correta aplicação dos procedimentos de calibração.

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E. Tamussino importa equipamentos hospitalares da Alemanha

A E. Tamussino, importadora de equipamentos médico-hospitalares da Alemanha, completa 45 anos de fundação, em 2004. Com matriz no Rio de Janeiro e filiais em Curitiba, Recife e São Paulo, a empresa compra externamente, por mês, de 20 a 25 equipamentos de espirometria (que medem a capacidade respiratória do pulmão).
A companhia recebeu os prêmios de reconhecimento de perfomance diferenciada 2002 - Micro Medical (UK), o prêmio de melhor distribuidor do ano de 2002 - Cook (USA) e de melhor marca & prestígio comercial “Prêmio Rio de Janeiro”.

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Presença em mais de 100 países

A ABS Indústria de Bombas Centrífugas atua, desde 1976, na fabricação de bombas, misturadores, agitadores, aeradores e equipamentos de controle. A empresa é especialista em água e efluentes, indústria de papel e celulose e construção civil.
A empresa exporta para os EUA e União Européia e investiu na aquisição de maquinários (tornos) e na rede de tecnologia (internet, computação), nos últimos anos principalmente .
A ABS surgiu em uma oficina, na pequena cidade de Scheiderhöhe, perto de Colônia, na região oeste da Alemanha, em 1959. Seu fundador, Albert Blum, começou a produção em série das bombas chamadas ABS - nome tirado das iniciais de seu próprio nome e da localidade onde nasceu e até hoje está sediada a ABS Pumpen AG.

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Associação amplia mercado da Plastipar

A Plastipar atua desde 1975 em Curitiba e tem sua fábrica no Centro Industrial de Curitiba (CIC). Em 1995, a empresa se associou com a Hettich, líder mundial no segmento. O grupo atua na industrialização e comercialização de ferragens e acessórios para a indústria moveleira, e tem 36 subsidiárias em todo o mundo.

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Brinquedo alemão faz sucesso no Brasil


“ TIP-TEPP Flocos criativos” é um novo brinquedo pedagógico que está ganhando espaço nas escolas brasileiras. Importado da Alemanha, o brinquedo é composto por pequenos e coloridos flocos cilíndricos, feitos com amido extraído de plantas. O produto foi criado e desenvolvido pelo maior inventor da atualidade, o alemão Artur Fischer, cujos inventos patenteados só são superados pelos de Thomas Edison. São mais de mil inventos e quase 5,8 mil patentes.
A representação do brinquedo está a cargo da Associação Difusora de Treinamentos e Projetos Pedagógicos (ADITEPP), organização não-governamental voltada para a educação de adultos. A ONG iniciou suas atividades no Paraná, em 1972, com assessorias, cursos e treinamentos para educadores e lideranças populares. A partir de 2001, desenvolveu um projeto de sustentabilidade econômica com a importação e comercialização para escolas e instituições de ensino do brinquedo pedagógico de Arthur Fischer.

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Ensino, pesquisa e tecnologia:base para a competitividade

Instituições de ensino, dentre as quais várias mantêm programas de intercâmbio com a Alemanha, apóiam o desenvolvimento do Estado

O Paraná conta com uma completa rede de instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico apta a capacitar sua população, dar respaldo ao setor produtivo e, conseqüentemente, elevar a competitividade do Estado. O Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), são referências nacionais. Além disso, o Paraná conta com seis universidades estaduais localizadas em pólos regionais, o que permite disseminar o ensino e atender as demandas específicas por pesquisa e tecnologia.

Ensaios e certificação - Entre as instituições de pesquisa, um dos destaques é o Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar), vinculado ao Governo estadual. Com sede na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), o Tecpar é referência nacional em laboratórios de ensaio para as áreas de metal-mecânica, eletroeletrônica, controle da qualidade de matéria-prima e de produtos, aferição de ferramentaria e calibração de equipamentos. Em 1997, o Tecpar passou a ser o primeiro organismo de certificação credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) no Sul do país, prestando serviços de avaliação de sistemas para empresas privadas.

Tecnologia da Informação - O Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) está entre os três maiores centros de pesquisas do Brasil geradores de patentes no setor de energia elétrica. Ele também é líder nacional no desenvolvimento de produtos inovadores para a conservação de energia.
Há um ano, o Lactec também presta serviços de pesquisa e desenvolvimento para a área de tecnologia da informação (TI). O credenciamento, conferido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, dá ao Lactec a possibilidade de prestar serviços na área de TI para empresas que utilizam os benefícios da lei 8.248/91. A empresa, regulamentada pela referida lei, pode procurar um instituto ou incubadora credenciada, para desenvolver projetos em TI e deduzir até 85% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) devido. Esse percentual não é fixo, mas tem variações anuais.

Tecnologia em Software - Localizado no Parque de Software de Curitiba, a ação do Centro Internacional de Tecnologia de Software (Cits) está voltada para o desenvolvimento, consultoria, capacitação e fomento em áreas de inovação tecnológica. Atualmente desenvolve projetos com várias empresas, entre as quais Siemens, Hewlett Packard, Bematech, e Positivo Informática.

Parcerias com a Alemanha - O Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR), uma das mais importantes instituições de ensino, pesquisa e intercâmbio com o setor produtivo do Estado, conta com um programa de parceria com a Alemanha, denominado “Apoio à Estruturação de Sistemas de Gestão da Qualidade”.
Realizado inicialmente em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Técnica GTZ , o projeto capacitou o Cefet PR como órgão de referência, no Brasil, em metodologia de internacionalização dos conceitos da qualidade nos currículos das instituições de ensino. Além disso, ele credenciou o Cefet PR para as atividades de formação e multiplicação de gerentes e auditores para instituições de outros Estados.
Quando a cooperação técnica com a GTZ foi encerrada, o projeto ampliou sua abrangência por meio de novas parcerias com outras instituições alemãs como a Associação Alemã para a Qualidade DGQ e a Sociedade Carl Duisberg. Este último caso permitiu o treinamento de funcionários de pequenas e médias empresas na área da Gestão Ambiental.
Além do projeto no âmbito da qualidade, o diferencial do Cefet-PR em relação aos outros 35 centros existentes no País reside no programa de intercâmbio com instituições alemãs, especialmente as Escolas Superiores de Ensino Técnico (Fachhochschulen), cuja estrutura didático-pedagógica é semelhante à do Cefet. O primeiro acordo assinado com a Fachhochschule de Munique, começou em 1989. A partir daí, seguiram-se acordos com as Fachhochschulen de Berlim, Heidelberg, Karlsruhe, Mannheim, Lippe, Zwickau e com a Universidade Tecnológica de Dresden. Além das instituições de ensino alemãs, são mantidas parcerias com universidades da França, Espanha, Portugal, Ucrânia, Estados Unidos, Japão e Argentina.
O Cefet PR é uma autarquia de regime especial vinculada ao Ministério da Educação, com seis unidades (Curitiba, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Medianeira, Pato Branco e Ponta Grossa), que atende 13 mil estudantes e conta com um quadro de 1,8 mil servidores, entre docentes e técnico-administrativos.

Universidade Federal do Paraná – A Universidade Federal do Paraná (UFPR) também mantém, há mais de 30 anos, diversos convênios com a Alemanha. Um dos principais foi assinado com a Universidade Albert Ludwig, de Freiburg, em 1970 e já está em sua terceira versão. Ele prevê o intercâmbio de professores e alunos de graduação do curso de Engenharia Florestal.
A partir deste programa desenvolveram-se: o primeiro curso de pós-graduação em Engenharia Florestal do Brasil em 1972, o doutorado em 1982 e o pós-doutorado em 1990.
O intercâmbio acadêmico de professores e alunos entre Curitiba e Freiburg, o qual se mantêm há várias décadas, contribuiu decisivamente para transformar a Universidade Federal do Paraná no mais importante centro de competência em Engenharia Florestal da América Latina. Esta qualificação possibilitou a completa transformação da produção de madeira e a indústria a ela ligada, permitindo o manejo sustentado de florestas e a produção de produtos com selo verde, requisitos fundamentais para a exportação desses produtos e seus derivados.

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Estado investe em preservação

Programas, como o Pró-Atlântica e o Terra Limpa, são exemplos na área de proteção ao meio ambiente

O Paraná sempre foi pioneiro em ações de preservação ambiental. Nos últimos anos, dois programas chamam a atenção. O Pró-Atlântica, para melhoria das condições ambientais da Serra do Mar e planície costeira, com apoio da Alemanha, e o Desperdício Zero, que, responsável por promover ações de recolhimento e destinação adequada das embalagens de agrotóxicos.
O Pró-Atlântica, um dos maiores projetos de cooperação financeira entre a Alemanha e o Estado do Paraná, envolve 9 milhões de euros e mais a contrapartida do Governo estadual. A par-te alemã é operacionalizada pelo Banco Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW). O objetivo é a proteção da floresta localizada entre Curitiba e o Litoral. “Os quase 12 mil quilômetros quadrados de Mata Atlântica abrangem 15 municípios. No total, cerca de 3 milhões de pessoas moram na área do programa”, informa a consultora Marion Gehrke.
O Pró-Atlântica teve início em 1997 e deverá ser concluído até dezembro deste ano. Nesse período, o projeto já fez um levantamento da vegetação da área para verificar e monitorar a situação da Mata Atlântica. “Quando ele começou não existiam mapas desta área. Foi feito um trabalho intensivo para a produção destas cartas”, conta Marion. O resultado está disponível em dois CDs, os quais incluem, ainda, informações sobre hidrografia, infra-estrutura, divisão política e unidades de conservação.
O Pró-Atlântica também auxilia a fiscalização e controle da mata. O programa equipou os órgãos ambientais do Governo do Paraná com carros e tecnologias operacionais para ajudar a reduzir as infrações ambientais. Outra atuação é o apoio a quatro unidades de conservação do Estado – parque estadual das Lauráceas, com 27 mil hectares; área de proteção ambiental de Guaratuba, com 2 milhões de hectares; área de proteção ambiental da Serra do Mar, com 67 mil hectares; e estação ecológica do Guaraguaçu, com 1.150 hectares. Cada uma destas unidades recebeu um plano de manejo especialmente desenvolvido para ela.

Desperdício Zero – Na área agrícola, o Paraná também dá exemplo aos demais Estados com o programa de recolhimento e destinação adequada das embalagens de agrotóxicos. O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV) – estima que 53% das embalagens no Paraná já estejam recebendo a destinação correta. A meta para este ano é de aumentar este índice para 70% no Estado. No Brasil, a meta é chegar a 50%.
Os índices nacionais já são melhores daqueles alcançados nos Estados Unidos, considerados referência mundial neste setor. Em 2002, os EUA recolheram 3,3 mil toneladas de embalagens. No Brasil, foram 3,8 mil toneladas somente nos três primeiros meses deste ano. Em 2003, o total recolhido chegou a 7.855 toneladas em todo o País. O Paraná foi o recordista, com 2 mil toneladas.
O bom desempenho paranaense deve-se principalmente ao pioneirismo com a implantação, em 1999, do programa Terra Limpa – hoje Desperdício Zero – o qual já recolheu mais de meio milhão de embalagens em todo Estado. O programa é gerenciado pela Secretaria do Meio Ambiente, por meio da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa).
A experiência do Estado serviu como exemplo para o Programa Nacional de Recolhimento e como base para a nova legislação, de junho de 2000, prevê o destino adequado destas embalagens em todo o Brasil.
O Desperdício Zero baseia-se em procedimentos adotados com as embalagens, após a utilização dos produtos. No caso de embalagens laváveis, adota-se a prática da “tríplice lavagem das embalagens” com água limpa. Depois dessa fase, elas são devidamente acondicionadas e enviadas para uma das unidades de recebimento existentes no Estado. O Paraná tem cerca de 78 unidades de recebimento, a maior rede do Brasil.
Após este processo, as embalagens vão para a reciclagem, feita pelo InpEV. Cerca de 80% delas podem ser recicladas e reaproveitadas (vidro, plásticos e metal) por indústrias licenciadas para este fim, para fabricação, exclusivamente, de conduítes plásticos. As embalagens que não podem ser recicladas são incineradas em fornos especiais.

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Responsabilidade ambiental contribui para as exportações

Roadimex International auxilia empresas paranaenses a implantar programas ambientais e, com isso, elas ganham espaço no mercado internacional .


“ Nossa missão é proporcionar às empresas uma gradativa mudança no comportamento gerencial, por meio de parcerias com instituições e empresas nacionais e internacionais, provendo informações e inovações tecnológicas. Esta ação viabiliza a expansão das atividades da empresa na medida em que permite obter vantagens competitivas no mercado externo”, declara Cristiane Baluta, Diretora da Roadimex Internacional, referindo-se ao sistema de gestão ambiental lucrativa de sua companhia.
Atuando há 2 anos nas áreas de agenciamento internacional de cargas, consultoria em comércio internacional e prospecção de mercado na Alemanha e Europa Central, a Roadimex logo constatou a importância da questão ambiental para os negócios. Disso resultou o desenvolvimento de um sistema o qual fortalece a marca das empresas e ajuda a abrir mercados internacionais, demonstrando a sua responsabilidade ambiental, um importante requisito para fechar contratos de exportação, principalmente com a Alemanha.
Cristiane Baluta interessou-se pela área quando participou de um programa de marketing internacional nas cidades alemãs de Saarbrücken, Radolfzel, Colônia, Bonn e Reutligen (Export Akademie), entre 1995 e 1996. Seu objetivo era o de estudar meios para aumentar e diversificar as exportações do Brasil para países da União Européia. De volta ao Brasil, junto com duas sócias - a especialista em comércio exterior, Denise Baluta, e a engenheira química, Fabiana Dian Ferreira – fundou a Roadimex.
A área de assessoria ambiental da Roadimex abrange o gerenciamento de resíduos sólidos, líquidos e gasosos, passivo ambiental e aterros sanitários e industriais. A empresa mantém parcerias na área de comércio internacional em vários países, em especial com a Universidade de Colônia (por meio da Connosco Consultoria), na Alemanha. A Roadimex também participa do programa “Desperdício Zero” no Paraná .

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Escolas divulgam a cultura alemã no Paraná

O Colégio Martinus, o Instituto Goethe e a GenauDas preparam seus alunos para adquirir fluência na língua alemã

O Paraná passou a contar com um diferencial para atrair empresas e investimentos alemães desde 1956, quando o Instituto Goethe instalou-se em Curitiba . Assim como o Goethe, o Colégio Martinus e a escola GenauDas promovem o ensino da língua e da cultura alemã na capital paranaense, formando alunos aptos a trabalhar em filiais de empresas alemãs instaladas no Estado ou em empresas nacionais as quais procuram desenvolver negócios com a Alemanha.
O Colégio Martinus, por exemplo, está intensificando o estudo de línguas estrangeiras. Por meio do projeto Martinus Internacional, o ensino do alemão e do inglês está sendo incrementados, com o objetivo de melhor preparar o aluno para o mercado de trabalho.
Em suas duas unidades - Centro e Portão - o Martinus congrega 860 alunos que, a partir da quinta série, têm aulas de inglês, podendo optar também pelo alemão. “Queremos resgatar o ensino das línguas, por meio de convênios com escolas de idiomas, para que os alunos possam realizar os exames de proficiência e concluam o segundo grau com fluência em um idioma”, explica Luiz Paulo Mauhs, Diretor geral da escola.
O Colégio Martinus é atualmente mantido pela Instituição Sinodal de Assistência e Cultura (ISAEC), ligada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Esta instituição reúne 58 escolas e fundações de cultura em todo o Brasil. O Martinus tem se destacado pela proposta pedagógica. Os alunos não utilizam apostilas. Todo o ensino é baseado em livros e as pesquisas e projetos são desenvolvidos pelos professores.

Faculdade Martinus – A Faculdade Martinus oferece aos seus alunos um programa de intercâmbio universitário com a Alemanha. Estudantes matriculados no Centro de Educação Profissional, Faculdades, Centro de Educação Superior Tecnológica, Centro de Pós-Graduação e Centro de Inteligência Corporativa têm a oportunidade de viajar para conhecer a vida universitária alemã. Em 2003, seis estudantes universitários que moram na Casa de Estudantes Acisheim, em Munique, na Alemanha, passaram uma semana no Brasil. Em contrapartida, este ano, um grupo de seis estudantes brasileiros irão passar um período na Alemanha.

GenauDas Sprachschule - A escola responsável pelo ensino do alemão no Colégio Martinus é a GenauDas. Com sede no bairro do Seminário, em Curitiba, a GenauDas tem oito anos de experiência no ensino da língua alemã. Ela tem também, entre seus alunos, funcionários das empresas alemãs instaladas em Curitiba, como Bosch, Volkswagen/Audi, Tritec, Trützschler, entre outras. A metodologia de ensino é diferenciada e inovadora e o material desenvolvido já é comercializado por outras instituições do Brasil. “Nós oferecemos ao aluno, desde o princípio, uma noção geral da gramática básica, das estruturas e dos tempos verbais, os quais são efetivamente o instrumental linguístico necessário para o desenvolvimento da fluência verbal. A base do ensino leva em consideração principalmente as diferenças entre os idiomas alemão e português, visando evitar que os alunos criem vícios de linguagem”, conta Anke Schumacher, a proprietária da escola.
Com este método diferenciado, cerca de 60% da gramática da língua alemã é ensinada e treinada intensivamente nos três primeiros semestres do curso. Nos três semestres seguintes são trabalhados aspectos mais avançados da língua, com aumento substancial do vocabulário. O quarto ano visa o aprimoramento da conversação. A GenauDas também oferece cursos de português para estrangeiros.

Goethe – Tradicional escola de idiomas, o Goethe está em Curitiba desde 1956, primeiro como Instituto Cultural Brasileiro Germânico e, a partir de 1972, como Goethe. Dos 500 alunos do Goethe, a maior parte são funcionários de empresas alemãs como Bosch e Siemens. O seu curso completo tem duração de 16 semestres, sendo seis no ensino básico, seis no médio e quatro no avançado. A escola também oferece cursos intensivos e semi-intensivos. “A procura pelos cursos de alemão está voltando a crescer. Houve um aumento significativo na época em que empresas como a Volkswagen/Audi se instalaram em Curitiba. Depois registramos uma queda, mas em 2004 verificamos um aumento na procura”, informa a Claudia R. Jahnel, Diretora do Goethe.
A sede do Goethe fica na Alemanha. Ela integra uma rede de 125 institutos espalhados por 77 países. A escola de Curitiba mantém um programa de intercâmbio com os 16 institutos da Alemanha. A programação do intercâmbio pode variar de 2 a 12 semanas, dependendo da necessidade do aluno.
No Brasil, o instituto conta com escolas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Curitiba.

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Turismo cresce 62% no Paraná

Principais destinos são Foz do Iguaçu e Curitiba

O turismo é um dos negócios que mais crescem no Paraná. Em dois anos, a receita gerada pelo segmento aumentou 62,5%, passando de US$ 554 milhões, em 2000, para US$ 899 milhões, em 2002. Projeções da Secretaria Estadual do Turismo indicam nova expansão nos próximos anos. Até 2007, o Estado espera aumentar em 25% o fluxo de turistas e de 3 para 4,5 dias sua permanência média.
Os principais destinos são Foz do Iguaçu e Curitiba. Foz, um dos maiores pólos turísticos do Brasil, recebe anualmente cerca de 4 milhões de visitantes. As Cataratas do Iguaçu são a grande atração. Formadas pelo rio que corta o Paraná de leste a oeste, elas contam com 275 quedas d’água com altura média de 65 metros e estão localizadas no Parque Nacional do Iguaçu, tombado pela Unesco, como Patrimônio Natural da Humanidade. A área verde de 185 mil hectares abriga, 288 espécies de aves, onças pintadas, antas, quatis e jacarés-do-papo-amarelo.
Outras atrações são a Hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo, e o Parque das Aves, com 4 hectares e onde vivem 500 aves de diversas espécies do mundo, além de 12,5 hectares de proteção ambiental.
Curitiba – Já a capital paranaense destaca-se pelo turismo de negócios. Entre 2000 a 2001, observou-se um crescimento de 34,6% no fluxo de visitantes e os gastos diários dos turistas chegaram a US$ 73,9.
Curitiba oferece aos viajantes várias opções de passeios. A arquitetura reflete as correntes de imigrantes e é uma das atrações: o centro histórico e seus casarios preservados, o bairro italiano de Santa Felicidade e outros ícones arquitetônicos, como: a Ópera de Arame e o Jardim Botânico.
Curitiba possui 23 milhões de metros quadrados de área verde – uma estatística que resulta em três árvores por habitante. São 30 parques e bosques e cerca de 800 praças, jardins e núcleos ambientais. Para conhecer os parques e espaços culturais, o visitante pode optar pela Linha Turismo, um ônibus jardineira o qual percorre 22 pontos turísticos.

Litoral – Curitiba também é ponto de partida para outros passeios. Para ir ao litoral, por exemplo, uma ótima opção é o trem. A centenária estrada de ferro proporciona uma viagem até Paranaguá, passando por 13 túneis escavados na rocha e 30 pontes, a maior delas, com 113 metros de extensão, suspensa a 58 metros do fundo do vale.
Outra forma de chegar ao litoral é pela Estrada da Graciosa. Caminho de pedras construído em meados do século XVII, a Graciosa foi por 200 anos a única ligação entre o litoral e o planalto. O viajante percorre 20 quilômetros de paralelepípedos, em curvas fechadas por entre a Floresta Atlântica.
Em Morretes, primeira parada do passeio, o turista pode saborear o barreado, prato típico do Paraná que nasceu no litoral. Trata-se de uma carne cozida por 12 horas, servida com acompanhamento de farinha de mandioca, banana, laranja e arroz.
A 14 quilômetros de Morretes fica Antonina, local que teve seu apogeu econômico no fim do século XIX, por conta da exportação da erva-mate pelo porto Barão de Teffé, que chegou a ser o quarto maior do País. Seguindo mais à frente, o turista chega a Paranaguá, a cidade mais antiga do Paraná e a primeira do sul no Brasil.
Nos 100 quilômetros do litoral do Paraná, os balneários mais freqüentados são: Caiobá, Matinhos, Guaratuba e Praia de Leste. Na baía de Paranaguá fica a Ilha do Mel, considerada Reserva da Biosfera pela Unesco. Para alcançar a ilha, que só tem trilhas e onde não existem ruas nem trafegam carros, é preciso fazer uma travessia em barcos os quais saem de Paranaguá ou da Praia de Pontal do Sul.
Outros destinos – De Curitiba, o turista também pode seguir em direção oeste para chegar aos Campos Gerais, região central do Estado. A primeira parada é Vila Velha, um dos cartões-postais do Paraná, e onde encontram-se as esculturas rochosas com dezenas de metros de altura. Três quilômetros adiante, em direção a Ponta Grossa, chega-se a Furnas, local onde encontram-se três crateras com mais de 100 metros de profundidade e 80 de diâmetro com poços de águas cristalinas. Uma das crateras dispõe de um elevador para turistas. A mesma água de Furnas abastece a Lagoa Dourada, localizada no meio de um bosque.
Ainda nos Campos Gerais, vale a visita ao Parque do Guartelá, com seu famoso cânion e programas de turismo rural.
No Norte do Paraná, Londrina e Maringá, nasceram com a riqueza do café e possuem atrações que justificam a visita. Em Londrina, vale conhecer o Parque Florestal Arthur Thomas, o Lago Igapó, o salto Apucaraninha, a arquitetura da Catedral Metropolitana, da Mesquita Muçulmana e do Templo Budista Japonês Honganji.
Em Maringá, os pontos mais visitados são: o Parque do Ingá, o Horto Florestal e as Thermas. A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, símbolo da cidade, é o décimo monumento em altura do mundo e o primeiro da América do Sul, com capacidade para 4.500 pessoas.

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Especial Paraná
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Curitiba a cidade do Futuro
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