| Presença alemã faz o Paraná crescer Presença alemã influencia
a cultura e a economia
As relações entre a Alemanha e o Paraná são
antigas. A primeira leva de imigrantes chegou ao Estado há 175
anos, fixando raízes em Rio Negro. Depois desse grupo
pioneiro, outros seguiram em direção a Rolândia,
Witmarsum, Entre Rios e Marechal Cândido Rondon.
A capital paranaense é outro forte núcleo da
imigração no Estado. “As placas de rua
não negam a presença alemã na cidade”,
lembra Hans Gerhard Schorer, o Cônsul Honorário
da Alemanha, em Curitiba. “Trata-se de uma das etnias
com maior influência na economia e cultura de Curitiba”.
Para confirmar a tese, Schorer cita a Semana Alemã,
realizada, em 1937, pela Câmara de Comércio e
Indústria Brasil-Alemanha. “Já na época,
a Câmara contava com 170 associados”, destaca.
A cooperação dos imigrantes em organizações
sem fins lucrativos, como escolas, hospitais, entidades culturais
e clubes, ajudou a desenvolver a qualidade de vida na capital
paranaense e a transformou em um dos melhores lugares do Brasil
para se trabalhar e fazer negócios, segundo pesquisa
promovida pela revista Exame da Editora Abril.
O Clube Duque de Caxias, fundado por alemães em dezembro
de 1890, é o segundo mais antigo clube social em operação
no Brasil. O Colégio Martinus, criado em 1948, também
prova a vocação alemã para a educação
e cultura.
Com a onda industrial do Paraná, a partir da década
de 70, investidores alemães chegaram ao Estado. Os pioneiros
da cidade industrial de Curitiba, criada há 30 anos,
foram a Siemens e a Bosch. “Mais recentemente, com a
vinda da indústria automobilística, chegou a
Volkswagen/Audi e, com ela, dezenas de empresas fornecedoras.
Este foi o movimento industrial da década de 90”,
acrescenta Schorer.
Agora, avalia, existem enormes possibilidades de crescimento
do agronegócio. “Esse talvez seja o mais importante
filão a ser explorado pelos investidores alemães.” Também
não estão esgotadas as chances nas áreas
de alta tecnologia, nas quais Curitiba apresenta perspectivas
bastante promissoras.
A logística é outra área na qual as relações
comerciais com a Alemanha podem evoluir, acredita Schorer. “O
Paraná é abençoado pela sua situação
geográfica, mas tem carências nas áreas
portuária, de aeroportos, rodovias, ferrovias e hidrovias.
Acredito que a competência alemã na logística
possa contribuir para melhorar a infra-estrutura paranaense.
Nós temos o problema, e eles a solução”,
resume.
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O momento é da agroindústria
Embora já contasse com um expressivo número
de empresas do porte da Siemens, Bosch, Volvo e Eletrolux,
na capital, Klabin, Sadia, Pisa (Norske Skog) e tantas outras
no interior, foi, a partir de 1997, que o parque industrial
do Paraná se firmou como um dos principais do Brasil. “O
Paraná, que já contribuía com 24% da produção
nacional de grãos, passou então a ser um importante
Estado produtor e exportador de produtos industrializados”,
analisa Wilson J. Andersen Ballão, Diretor Regional
da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.
A escolha de São José dos Pinhais, na Região
Metropolitana de Curitiba, como sede da primeira fábrica
da Volkswagen/Audi fora da Alemanha, trouxe para o Estado não
somente seus fornecedores mundiais, em especial empresas alemãs
com tecnologia avançada, mas colocou Curitiba definitivamente
no contexto internacional, fazendo com que inúmeros
empreendimentos de outros setores se instalassem na região,
atraídos pela qualidade de vida e pela infra-estrutura
oferecida.
Foi no escritório do diretor da Câmara em Curitiba
onde começaram as conversações para a
vinda da montadora ao Brasil.“Quando o Paraná entrou
na disputa, a Volkswagen/Audi estava quase acertando sua ida
para Minas Gerais ou São Paulo, locais onde as negociações
já estavam adiantadas”, conta Wilson Ballão. “Na
escolha, certamente pesou a qualidade de vida oferecida em
Curitiba e na Região Metropolitana, aliada à infra-estrutura
e à excelente mão-de-obra local, já que
os incentivos fiscais pouco se diferenciavam dos ofertados
pelos demais Estados”, acrescenta.
Assim como fez com a VW/Audi e suas fornecedoras, a Câmara
também atua junto a empreendimentos de outros setores. “O
primeiro contato das empresas alemãs interessadas em
se instalar no Paraná, geralmente é feito por
meio da Câmara”, conta. Boas oportunidades estão
sendo oferecidas nas áreas de logística e infra-estrutura,
construções pesadas, estradas, aeroportos. Mas é na
agricultura, a grande força econômica do Estado,
onde está o melhor negócio atualmente. “O
momento é da agroindústria”, afirma Ballão.
Para apoiar a agricultura paranaense, fortemente mecanizada,
investir na fabricação de equipamentos e tratores
pode ser um excelente negócio, avalia o Diretor da Câmara.
Estimativas indicam que nos últimos anos, a venda de
tratores e colheitadeiras no Estado dobrou. “O Paraná sempre
foi um tradicional produtor agrícola, agora o agronegócio
está apresentando um desenvolvimento muito forte. Basta
ver os resultados da balança comercial para comprovar
seu crescimento. O Paraná poderia ter uma parceria ainda
maior com a Alemanha no setor agroindustrial”, acredita.
Wilson Ballão já foi consultado por investidores
alemães interessados em comprar áreas para reflorestamento,
visando atender à indústria de papel. “O
Paraná é o melhor lugar do mundo para plantar
pinus. Aqui, em sete anos é possível se cortar
uma árvore, enquanto em outros lugares, como na Finlândia, é necessário
esperar até 23 anos para a floresta chegar ao ponto
de corte”, compara.
Naturalmente todo este desenvolvimento não foi fruto
do acaso. Gerações de paranaenses tiveram sólida
formação por meio dos ensinamentos recebidos
na Escola Alemã de Curitiba, uma das principais escolas
do Estado até o advento da II Grande Guerra. Tudo contribuiu
para que em Curitiba, em 1912, fosse fundada a primeira Universidade
do Brasil; a Universidade Federal do Paraná. Mais tarde
o Estado também mostrou-se pioneiro em outras áreas,
como na urbanização (primeira zona de pedestres
do Brasil), reciclagem de lixo, etc.
O povo paranaense é exemplo nacional em responsabilidade
social. No Paraná nasceu a Pastoral da Criança,
a qual tem como idealizadora a Dra. Zilda Arns, sem dúvida,
de acordo com Ballão, o maior movimento social do Brasil
(www.pastoraldacrianca.com.br). Para ele há muito se
diz que o Paraná é a “Terra de todas as
Gentes”, mas se há uma etnia em especial a quem
devemos agradecer pelo que somos, sem dúvida alguma é a
alemã.
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Setor produtivo quer fortalecer as parcerias
Rodrigo da Rocha Loures, Presidente da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), é um
entusiasta da relação comercial entre paranaenses
e alemães. Dentro desta parceria, ele ressalta a transferência
de tecnologia e a importância das empresas de capital
alemão no desenvolvimento econômico do Estado.
Conheça a seguir, a opinião de Loures sobre diferentes
aspectos do relacionamento bilateral.
B-A: A Alemanha é o terceiro maior parceiro comercial
do Paraná. Como avalia esta parceria?
Rodrigo da Rocha Loures: O Paraná, pela formação étnica
de sua população, teve sempre uma relação
muito boa com a Alemanha. Há diversas empresas alemãs
instaladas no Estado, além de uma forte base cultural
de origem germânica, o que facilita a relação. É importante
manter essa parceria porque a Alemanha é a terceira
maior economia do mundo, depois do Japão e dos Estados
Unidos. É uma potência industrial e de inovação
tecnológica e, portanto, essencial para o desenvolvimento
industrial do Estado. A Fiep, principalmente por meio do Senai,
sempre teve uma relação forte com a Alemanha,
na transferência de tecnologia, na capacitação
profissional e na cessão de equipamentos. A Alemanha,
por diversas vezes, doou equipamentos e máquinas importantes
para o Sistema Fiep, permitindo ao Senai manter uma posição
avançada na capacitação profissional em
relação a outras instituições similares
de ensino.
B-A: Quais produtos poderiam ganhar mais espaço no
mercado alemão?
Rodrigo da Rocha Loures: Produtos da indústria metal-mecânica
(fundidos) e da agroindústria, alimentos, móveis
em madeira processada ou produtos já acabados.
B-A: É possível fortalecer ainda mais a política
de intercâmbios entre o Paraná e a Alemanha?
Rodrigo da Rocha Loures: Sim, incentivando missões empresariais
dirigidas, aproximando as relações por meio do
Centro Internacional de Negócios do Sistema Fiep, por
exemplo, ou por meio do Centro de Integração
de Tecnologia do Paraná (Citpar), que é uma outra
entidade que está na órbita da Federação
e que tem uma boa relação com o Eurocentro. É missão
da Fiep buscar parcerias e fazer com que as indústrias
do Paraná e os empresários possam se apresentar
no mercado europeu de maneira profissional e estruturada.
B-A: Qual a importância da presença alemã para
o desenvolvimento tecnológico da indústria do
Paraná?
Rodrigo da Rocha Loures: Há uma característica
que chama a atenção: o perfil da indústria
alemã, além de algumas grandes corporações, é formado
justamente pelas pequenas e médias empresas de alta
tecnologia. Na última feira de Hannover foi possível
observar essencialmente companhias desse porte e não
mega-empresas. O nosso perfil também é formado
por empresas de pequeno e médio portes, para os padrões
internacionais. É muito mais fácil conversar
esses empreendimentos lá, para estabelecer essa parceria,
do que com as grandes empresas, que são de difícil
acesso. Mas como na Alemanha o forte da tecnologia está na
pequena e na média empresa, a comunicação
e a relação se tornam mais fáceis.
B-A: Algumas das primeiras indústrias instaladas no
Estado tem origem alemã. Qual a sua importância
para o desenvolvimento da indústria regional?
Rodrigo da Rocha Loures: O empresário alemão
sempre teve um papel importante, pois trouxe tecnologia nova
para o país e para o Estado. Isso permitiu manter os
fortes laços entre a Alemanha e o Paraná. A Siemens,
um dos maiores exemplos no ramo em que atua, mesmo tendo o
Brasil inteiro para escolher, decidiu instalar aqui no Paraná o
seu centro de pesquisa. E mantém relação
com as grandes universidades locais, contribuindo bastante
para o desenvolvimento tecnológico e para o crescimento
desse conhecimento aqui na região.
B-A: No próximo semestre, a Hexal, uma indústria
de medicamentos genéricos estará se instalando
em Cambé. O que lhe parece este novo investimento da
indústria alemã no Estado?
Rodrigo da Rocha Loures: Uma questão importante é que
eles estão acreditando no País e no potencial
que temos com possibilidade para desenvolver negócios.
O Paraná está sendo eleito para isso, prova que
tem condições para atrair empresas. O fato gera
desdobramentos – a companhia irá comprar produtos
de fornecedores locais e assim desencadear um processo de desenvolvimento,
gerando empregos e demandando serviços.
B-A: O Paraná tem localização estratégica: é uma
das portas de entrada para o Brasil e está bem situado
em relação ao Mercosul. Em um raio de 2 mil quilômetros,
que compreende os Estados do Sul e Sudeste e os países
vizinhos da Argentina, Paraguai e o Chile, estão concentrados
80% do PIB da América Latina. Qual a importância
de parcerias estratégicas com o Paraná?
Rodrigo da Rocha Loures: O fato de estarmos localizados nessa
região e com grandes centros ao redor, transforma o
Paraná em uma base logística interessante, um
ponto estratégico para indústrias. Ainda precisamos
de mais investimentos em infra-estrutura eficiente – portos
e rodovias. O grande problema no mundo hoje é a dificuldade
de fluxo de matérias-primas, produtos e de dinheiro. É como
no corpo humano, se o sangue não circular haverá falência
dos órgãos. A economia funciona sempre assim,
os canais devem estar livres.
B-A: Como a Federação das Indústrias
do Estado do Paraná pode contribuir em todo esse processo?
Rodrigo da Rocha Loures: Hoje, o grande problema da indústria
está fora dela. Internamente, no que diz respeito a
tecnologias produtivas, as indústrias estão bem.
Mas quando se fala em escoamento de produção,
não se encontra a mesma eficiência. Então,
não adianta ganhar minutos ou segundos na agilização
de processos, com a fábrica digital e com os sistemas
avançados de processos, se falta agilidade quando o
produto é colocado dentro do caminhão ou do navio.
Todo esforço pode ser perdido. Hoje, a preocupação é fazer
com que exista uma logística boa e bem-estruturada,
seja de comunicação, de transporte ou de telecomunicação.
A Fiep orienta na solução dos principais problemas,
patrocina esforços, promove a aproximação
de empresas especializadas no assunto, realiza eventos para
mostrar experiências de logística. Assim o empresário
entra em contato com todo tipo de informação
voltada à logística. Queremos ser o norte do
empresário paranaense, mostrando qual a direção
certa a seguir.
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Paraná, o principal Estado agrícola do País
Colhendo 24% da safra de grãos do Brasil, o agronegócio
responde por 1/3 do PIB estadual. A participação
das cooperativas é expressiva
Com apenas 2,3% da área territorial brasileira, o Paraná é responsável
por 24% da safra nacional de grãos. Segundo o Departamento
de Economia Rural da Secretaria da Agricultura, desde o início
da década de 90, a safra de grãos paranaense
apresentou um crescimento de 91%, enquanto a área plantada
expandiu 20%, refletindo o aumento de produtividade das lavouras.
O agronegócio é a atividade econômica mais
forte do Estado, gerando aproximadamente um terço do
Produto Interno Bruto (R$ 27 bilhões). No setor, destaca-se
também a pecuária, com alto desenvolvimento da
bovinocultura, suinocultura e avicultura.
Considerando-se a agricultura em geral, a qual inclui grãos
e fibras, hortaliças, cana-de-açúcar,
mandioca, e fumo, entre outros, a produção paranaense
atingiu 63,8 milhões de toneladas em 2003.
O Paraná é o primeiro produtor nacional de milho,
feijão, trigo, aveia, casulo de seda e carne de frango. É o
segundo produtor de mandioca, cevada, soja, cana-de-açúcar
e carne suína. Grande produtor de leite, carne bovina,
café, fumo, hortaliças, frutas e produtos florestais. É,
também, o principal produtor de fécula e farinha
de mandioca e o segundo produtor de álcool e açúcar.
Tecnologia - Na tecnologia e na fertilidade do solo residem,
segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatísticas (IBGE), as razões
do sucesso do Paraná na agricultura. Dos 130 mil estabelecimentos
agrícolas, 81 mil possuem tratores e 24 mil colheitadeiras.
Nos últimos três anos, o crescimento das vendas
destes equipamentos mais do que dobrou.
Cerca de 65% dos estabelecimentos usam fertilizantes, consumindo
2,2 milhões de toneladas por ano. A correção
de acidez do solo é pratica usual e a demanda anual
de calcário gira em torno de 3,2 milhões de toneladas.
A preocupação com a sustentabilidade da atividade
agrícola faz com que a prática de plantio direto
seja adotada em 90% das áreas de soja, 70% das de trigo
e 70% das de milho.
Na seção de armazenamento, a capacidade estática
dos armazéns do Estado totaliza 19,6 milhões
de toneladas, sendo 15,3 milhões de toneladas para produtos
a granel e 4,3 milhões de toneladas em armazéns
convencionais.
Outro dado indicativo da dimensão da agricultura paranaense é que
cerca de 25% dos recursos controlados do crédito rural
são aplicados anualmente no Estado, tornando-o um dos
principais tomadores de crédito rural no Brasil.
A participação das cooperativas no Paraná é expressiva.
O Estado conta com 64 cooperativas agropecuárias, as
quais congregam 110 mil agricultores e têm um faturamento
anual de US$ 7,9 bilhões. Elas são responsáveis
por 67% da soja comercializada, 35% do milho, 85% do trigo,
57% do leite in natura, 90% do algodão, 24% do café,
15% dos suínos, 27% das aves, 100% da cevada, 23% da
cana-de-açúcar e 5% do feijão. Entre as
cooperativas, a Agrária Mista de Entre Rios, no Sudoeste
do Estado e a Cooperativa Mista Agropecuária de Witmarsum,
do Sul, próximo a Curitiba, demonstram a forte presença
alemã no setor.
Entre Rios - Com um faturamento de R$ 644 milhões,
em 2003, e previsão de alcançar R$ 720 milhões
este ano, a Cooperativa Agrária Mista de Entre Rios é um
exemplo da força da agricultura paranaense. Dos seus
12 mil habitantes, 3 mil são descendentes diretos dos
alemães que chegaram à região em 1951.
O carro-chefe da Entre Rios é o malte para cerveja,
cuja produção alcançou as 118 mil toneladas,
em 2003, e abasteceu 15% do mercado nacional. Em outras palavras,
a cada seis cervejas consumidas no País, uma contém
malte proveniente do distrito de Guarapuava. Para ampliar a
produção em 50%, estão previstos investimentos
de R$ 60 milhões.
A área total plantada da Entre Rios é de 100
mil hectares, ocupada no verão com as culturas de soja
e milho. No inverno, as culturas de trigo, cevada e aveia branca
para consumo humano ocupam o mesmo espaço.
A cooperativa conta com quatro indústrias: malte, moinho
de trigo, fábrica de rações e óleo.
O moinho de trigo, terceiro maior do Paraná, beneficia
410 toneladas por dia. A farinha de trigo industrial foi recomendada,
em janeiro deste ano, para a certificação “Análise
dos Produtos de Perigo Crítico de Controle (APPCC)”,
a qual garante ser o produto livre de contaminação
física, biológica e química e 100% orgânica.
A cooperativa também obteve, pelo terceiro ano consecutivo,
a certificação para a soja não-transgênica.
Para conquistar este certificado, emitido pelo Tecpar, toda
a produção é rastreada – da semente à colheita.
Witmarsum - Transformar seus produtos para agregar mais valor à produção
e conquistar novos mercados. Esta é a meta que levou
a Cooperativa Mista Agropecuária de Witmarsum a produzir
queijos finos. A produção atualmente é de
1,8 mil litros por dia e a previsão é chegar
a 10 mil litros de leite em 2005. Localizada no município
de Palmeira, na região dos Campos Gerais, próximo
a Curitiba, a cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum é um
pequeno pedaço da Alemanha dentro do Paraná.
Ela administra, em parceria com a Associação
de Moradores da Colônia, fundada há sete anos,
o hospital, a escola e o museu.
A unidade de queijos é coordenada por Jose Lotscher,
um especialista (maître-fromager diplome), cuja arte
aprendeu na Suíça, seu país natal. Nela
são fabricados nove tipos de queijos: Tilsit, Emmental,
Gorgonzola, Parmesão, Camembert, Raclette, Reblochon,
Brie e o Minas Frescal. O destaque fica por conta do Reblochon,
fabricado no Brasil unicamente pela Witmarsum. “A nossa
maior concorrência são os produtos importados.
Estamos trabalhando a marca para que os consumidores atestem
a qualidade do queijo produzido em Witmarsum, comprovando ser
a mesma qualidade do importado e com um preço competitivo”,
afirma Artur Sawatzky, Diretor Presidente da cooperativa.
Além do leite, os 270 produtores cooperados plantam
soja, milho, trigo, cevada e aveia.
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Mestre de queijos suíço usa sua experiência
em Witmarsum
O clima, a preservação da cultura alemã e
a alta qualidade do leite produzido em Witmarsum atraíram
o suíço Josef Lotscher, especialista em queijos
para o Paraná. Ele coordena a produção
de queijos finos na Colônia Witmarsum.
Formado na Suíça, depois de 10 anos estudando
e trabalhando em uma pequena queijaria artesanal de seu pai,
Lotscher passou por várias indústrias de queijo
em seu país. Depois de 40 anos de experiência,
foi convidado a produzir queijos no Paraguai. Desanimou quando
viu que não conseguiria exportar o produto para o Brasil.
Convidado a ir para Witmarsum, no convívio com as famílias
alemãs, sentiu-se mais próximo à sua terra
natal. “No Brasil encontramos todos os fermentos necessários
e excelente matéria-prima para a produção
dos queijos”, conta o mestre.
Lotscher tem planos de passar a sua experiência adiante
e já está começando a ensinar os funcionários. “A
fabricação do queijo é um processo de
fermentação, sendo necessários conhecimentos
de biologia e química”, explica.
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Os benefícios fiscais para o investimento estrangeiro
no Paraná
A legislação do Estado desenvolveu condições
propícias para atrair investimentos
As parcerias entre o Brasil e a Alemanha nos campos comercial
e cultural vêm de longa data. Desde a colonização
do Brasil os investimentos alemães tiveram e ainda têm
grande influência sobre a cultura e economia brasileiras.
Especificamente em relação ao Paraná,
outros fatores pesam como atrativos para o investimento estrangeiro
em geral, como, por exemplo, a disponibilidade de mão-de-obra
qualificada. Nesse contexto, a política fiscal tem se
mostrado eficiente meio de atração de investimentos
permanentes, existindo três programas de benefícios
fiscais na esfera estadual de grande importância.
O primeiro programa foi criado pelo Decreto Estadual 949/2003,
por um sistema de diferimento de parte do ICMS nas operações
realizadas dentro do Estado do Paraná. Na prática,
há a diminuição do desembolso de ICMS
nas operações realizadas no Estado do Paraná de
18% para 12%, o que também se aplica às importações
realizadas através do Paraná.
O segundo programa foi criado pelo Decreto Estadual 950/2003,
que estabelece o diferimento do ICMS nas importações
de mercadorias destinadas à industrialização.
Trata-se do não-desembolso de ICMS pelas indústrias
paranaenses que importem através do Porto de Paranaguá,
sobre insumos, componentes, peças e partes que serão
utilizadas para essa industrialização.
O Decreto 950/2003 também concedeu o diferimento do
ICMS nas importações de bens destinados ao ativo
imobilizado das empresas paranaenses, tanto comerciais como
industriais. Trata-se do não-desembolso de ICMS que
seria pago no desembaraço aduaneiro, através
da sistemática de cobrar o ICMS em parcelas mensais,
na mesma proporção em que é lançado
o crédito tributário respectivo, anulando o efeito
no caixa das empresas.
Em terceiro lugar, há o “PROGRAMA BOM EMPREGO” que
representa o maior incentivo fiscal atualmente vigente, que
pode ser resumido como a dilatação do prazo de
pagamento de significativa parte do ICMS gerado pelos novos
investimentos industriais (novas instalações
ou expansão), desde que aprovados pelo governo estadual.
Limitada ao montante investido, uma parcela do ICMS devido
mensalmente (novo ou incremental) será paga depois de
quatro anos, atualizada pelo Fator de Conversão e Atualização
do ICMS – FCA, (índice próximo à Taxa
SELIC, utilizada pelo Governo Federal).
O Programa está contido no Decreto Estadual 1.465/03,
que define que um percentual de 50% a 90% do imposto poderá ser
pago depois de 4 anos, dependendo do Município em que
a empresa se instalará, não se aplicando aos
os Municípios de Curitiba, São José dos
Pinhais e Araucária.
Um ponto interessante do programa refere-se ao seu perfil social,
pois os percentuais de dilatação do prazo de
pagamento do ICMS variam de acordo com o Município em
que a indústria se instalará. Quanto menor o
IDH - Índice de Desenvolvimento Humano –, maior
será o percentual do ICMS que poderá ser pago
em 4 anos.
Por exemplo, nas cidades de Campina Grande do Sul, Campo Largo,
Cascavel, Colombo, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá,
Paranaguá, Pinhais, Piraquara, Ponta Grossa e Quatro
Barras, os empreendedores podem postergar o recolhimento de
50% do imposto.
Em Apucarana, Arapongas, Cambé, Campo Mourão,
Fazenda Rio Grande, Francisco Beltrão, Guarapuava, Paranavaí,
Pato Branco, Sarandi, Telêmaco Borba, Toledo e Umuarama,
a empresa que implantar novas unidades ou ampliar a produção
terá uma dilação de 70% sobre o ICMS devido
total ou incremental respectivamente.
Nos demais municípios a dilação é de
90%, com exceção de Curitiba, São José dos
Pinhais e Araucária, cidades que receberam expressivos
investimentos durante o processo de industrialização
levado a efeito nos últimos anos.
Também o limite total do valor postergado poderá ser
aumentado dependendo do desenvolvimento social do Município
de instalação, podendo ser igual a 1, 1,5 ou
até a 2 vezes o valor do investimento industrial. Não
há dúvida de que esse é um diferencial
essencial na atualidade, pela importância crescente da
responsabilidade social empresarial, recompensada no caso com
a concessão de benefícios fiscais.
Importante ressaltar que caso os investimentos propiciem a
industrialização de produtos sem similar no Estado
do Paraná, o benefício será da dilatação
do pagamento de 90% do ICMS gerado, independentemente do Município
em que a Planta Industrial for instalada (incluindo-se, então,
Curitiba, São José dos Pinhais e Araucária – maiores
distritos industriais do Estado).
O Decreto Estadual 1.464/2003 também concedeu a dilatação
do prazo de pagamento do ICMS incidente sobre a energia elétrica
consumida por indústria enquadrada no Programa Bom Emprego
por dois anos.
Atualmente, o Governo do Estado do Paraná estuda possibilidades
de atrair empresas não industriais. Está em fase
bastante avançada de estudos a extensão dos benefícios
concedidos às indústrias para outros tipos de
empresas, tais como centros distribuidores de grandes marcas
do setor Têxtil.
Por fim, em relação aos tributos municipais,
pode-se dizer que a maioria dos Municípios Paranaenses
tem programas de incentivo a investimento.
Em muitos casos há uma diminuição ou isenção
do ISS - Imposto sobre a Prestação Serviços,
que é cobrado pelos Municípios. Esse benefício é aplicado
diretamente aos novos prestadores de serviços, bem como,
no caso da implantação de grandes projetos industriais,
para os prestadores de serviços destas empresas.
Outro tributo municipal através do qual também
há incentivo a investimentos é o IPTU - Imposto
sobre a Propriedade Territorial Urbana, sobre a sede de empresas
que representem novos investimentos, com geração
de empregos.
Os projetos incentivados e os benefícios em si variam
bastante de Município para Município e, em geral,
os benefícios são temporários, válidos
de 5 a 10 anos.
Como se vê, as empresas que têm interesse em explorar
as oportunidades no Brasil – maior país da América
Latina – podem encontrar em um dos 399 Municípios
do Estado do Paraná condições únicas
e propícias para investimento.
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Infra-estrutura dá suporte à economia
Disponibilidade de energia é um dos diferenciais do
Estado
A auto-suficiência em energia elétrica permite
ao Paraná exportá-la. Contando com usinas geradoras,
rede de distribuição de gás natural e
uma refinaria da Petrobras, o Estado não corre risco
de restrição de fornecimento de energia, estando
preparado para atender os empreendimentos, os quais se instalarem
em seu território.
Uma malha rodoviária formada por 15.818 km de estradas,
integra as regiões do Estado e oferece o suporte à economia.
Ferrovias, portos e aeroportos completam a infra-estrutura
necessária para o escoamento da produção.
Energia - A situação energética privilegiada
do Paraná é de responsabilidade da Companhia
Paranaense de Energia (Copel), controlada pelo Governo Estadual.
Criada em 1954, a Copel foi apontada pela pesquisa “World’s
Most Respected Companies”, realizada pela empresa de
auditoria Price Waterhouse Coopers (2003), como a empresa de
serviços de utilidade pública mais respeitada
no Brasil e a terceira em todo o mundo. Operando 18 usinas
(17 hidrelétricas e uma termoelétrica), a Copel
tem uma capacidade instalada de 4,55 mil Megawatts (MW) – cerca
de 50% superior à demanda média do Estado. Responsável
também pela transmissão e distribuição
da energia gerada, a Copel atende a 1.112 localidades em 393
dos 399 municípios paranaenses, totalizando mais de
3 milhões de consumidores.
Integração nas rodovias - A malha viária
paranaense conta com 15.818 km de estradas. Com o programa
de Concessão de Rodovias foi possível recuperar
o principal eixo rodoviário do Estado, formado por 2.490
km (dos 1,7 mil federais). Este eixo integra as cidades-pólo
de todas as regiões paranaenses, interligando-as aos
principais acessos ao Estado e também aos terminais
portuários e aeroportuários.
Desde o início da concessão, em 1998, foram investidos
cerca de R$ 1 bilhão nas estradas. Para os próximos
24 anos de concessão, esse valor deverá ser acrescido
de mais R$ 4 bilhões. Foram restauradas 1.367 km e duplicados
outros 183 km.
Ferrovia - O Paraná possui uma avançada infra-estrutura
de ferrovias. A Ferroeste, com 248 quilômetros, é uma
companhia mista cujo maior acionista é o Governo estadual.
A estrada de ferro é gerenciada em sistema de concessão
pela Ferropar, que transporta por ano cerca de 1,5 milhão
de toneladas – sendo a maior parte soja.
Os 248 quilômetros da Ferroeste fazem a ligação
entre Cascavel, no oeste do Estado, a Guarapuava (no sudoeste).
Deste ponto em diante, até o Porto de Paranaguá,
a ferrovia passa a utilizar a estrutura da América Latina
Logística (ALL), empresa responsável pelo trecho
com a privatização da Rede Ferroviária
federal e, também, acionista (minoritária) da
Ferropar.
Paranaguá - Principal porto graneleiro da América
Latina e o maior portão de saída da soja produzida
no Brasil, em Paranaguá também são embarcados
os veículos produzidos pelas montadoras instaladas na
Região Metropolitana de Curitiba.
Com uma faixa portuária de 2,6 km, Paranaguá registrou,
em 2003, a movimentação de 33,5 milhões
de toneladas, com destaque para o complexo de soja (grão,
farelo e óleo). A capacidade operacional de embarque é de
10,8 mil toneladas/hora, devendo ser ampliada com a futura
construção de mais três berços de
atracação. A capacidade de armazenagem ultrapassa
1,1 milhão de toneladas.
Entre os projetos previstos para o porto está a implantação
de uma plataforma industrial alfandegada. A área permitirá que
as empresas instaladas no Porto tenham, atendendo a condições
pré- estabelecidas, isenção de impostos.
O terminal de contêineres de Paranaguá (TCP) é uma
estrutura privada, especializada em armazenagem e movimentação
de veículos. Em operação desde 1998 e
com 300 mil metros quadrados de pátio, o TCP recebeu,
em 5 anos, investimentos de R$ 160 milhões em obras
e equipamentos. Em 2003, houve um crescimento de 18% nas atividades
do terminal ante 2002, encerrando o ano com uma movimentação
de 250 mil TEUs (medida internacional, correspondente a um
contêiner de 20 pés) e 143,5 mil contêineres.
Antonina - Localizado a 90 km de Curitiba, o Porto de Antonina é operado
pela empresa privada Terminais Portuários da Ponta do
Félix e movimenta cargas frigorificadas em pallets,
e soltas, e contêineres, produtos florestais, siderúrgicos
e granéis sólidos.
Praticamente desativado até 1998, o Antonina foi recuperado
com a implantação de um cais (de 360 metros,
para dois navios simultaneamente), armazéns de carga
geral (com 18 mil metros cúbicos de capacidade), além
de um complexo frigorificado, considerado o mais moderno da
América Latina.
A primeira câmara frigorificada, em operação
desde 2002, tem capacidade para 420 mil toneladas de carga.
Com a nova Câmara de armazenagem, inaugurada em 2003,
a capacidade aumentou para 13.500 toneladas.
Aeroportos - A infra-estrutura aeroportuária do Estado
do Paraná é formada por 41 aeroportos públicos.
Os principais são o Aeroporto Internacional Afonso Pena,
em São José dos Pinhais - região metropolitana
de Curitiba, o de Foz do Iguaçu, o qual serve Londrina
e Maringá, e o Aeroporto Bacacheri, em Curitiba.
O aeroporto Afonso Pena, com 45 mil metros quadrados de área
construída, tem capacidade para atender um movimento
anual de mais de 3 milhões de passageiros, transformando-o
no quinto maior do País. É entretanto, o segundo
aeroporto brasileiro a contar com o Sistema Integrado de Tratamento
de Informações Aeroportuárias (SITIA)
interligando todas as operações do novo terminal,
como movimento de aeronaves, as informações sobre
vôos, os telefones internos e externos e o circuito fechado
de televisão. Como ocorre nos aeroportos mais modernos
do mundo.
Já o volume de cargas transportadas cresceu de 25,9
mil toneladas, em 1999, para 30,2 mil toneladas em 2002.
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Produção de Itaipu equivale a 25% da
demanda brasileira
Considerada uma das maiores obras da engenharia mundial, a
Usina Binacional de Itaipu localiza-se em Foz do Iguaçu,
no oeste do Paraná, na fronteira com o Paraguai.
Em 2003, Itaipu produziu 89 milhões de megawatts-hora
(MWh) o suficiente para atender, 24,4% da demanda brasileiro
e 92% do consumo paraguaio. O Diretor-Geral brasileiro, Jorge
Samek, lembra que, em 2004, Itaipu será responsável
por mais de 38% do superávit primário das estatais
federais, o equivalente a R$ 4,6 bilhões.
A primeira unidade geradora da usina iniciou as operações
em 5 maio de 1984 e, em abril de 1991, a 18a unidade. As duas últimas
deverão entrar em funcionamento no segundo semestre
de 2005.
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Gás Natural: energia limpa para as empresas
O gás canalizado chegou ao Paraná em 1995, quando
entrou em operação a Compagas, uma empresa de
economia mista, cuja acionista majoritária é a
Copel. O primeiro fornecimento de gás da Refinaria Getúlio
Vargas, de Araucária aconteceu em 1º de outubro
de 1998, para a empresa Peróxidos do Brasil, localizada
na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Em março de
2000, o gás natural boliviano substituiu o produto de
refinaria no fornecimento industrial.
Hoje, a Compagas atende a 73 indústrias, 16 clientes
automotivos, 18 comerciais, nove prédios residenciais,
além de unidades de co-geração e termelétrica
a gás natural (para geração de energia
elétrica). Possui uma rede de 402 quilômetros,
servindo a sete municípios paranaenses.
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Repar é a quinta maior refinaria de petróleo
do país
Localizada a 25 quilômetros de Curitiba, a Refinaria
Presidente Getúlio Vargas – Repar é a principal
empresa do setor químico paranaense. Quinta maior refinaria
do País, a Repar ocupa uma área de 10 milhões
de metros quadrados no município de Araucária.
Sua instalação no Paraná, em 1977, levou à criação
de parques industriais na região da Grande Curitiba.
A capacidade atual de refino é de 32 milhões de litros diários
de petróleo (cerca de 200 mil barris), o que representa 12% da produção
nacional. Paraná, Santa Catarina, sul de São Paulo e Mato Grosso
do Sul absorvem 85% de sua produção sendo o restante destinado
a outras regiões do País. A maioria do petróleo processado
pela Repar vem da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro e chega de navio ao Terminal
de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Entre 1994 e 2002, a Repar
investiu R$ 409,63 milhões na ampliação da capacidade
de refino, modernização tecnológica, construção
de novas unidades. Em setembro de 2001, foram iniciadas as obras de construção
da Unidade de Hidrodessulfurização de Diesel – HDS, investimento
de US$ 150 milhões, cujo objetivo é maximizar a qualidade do óleo
atendendo a rigorosos padrões ambientais.
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Parceria também no comércio exterior
Alemanha ocupa uma posição de destaque na balança
comercial do Estado
As exportações do Paraná atingiram a marca
histórica de US$ 7,1 bilhões, em 2003, um crescimento
de 25% em relação ao ano anterior. “Os
bons resultados demonstram que o Estado é competitivo
no mercado externo”, afirma Rodrigo da Rocha Loures,
Presidente da Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (Fiep), lembrando que os índices
incluem um aumento de 67% nas exportações de
bens de capital (máquinas e equipamentos, inclusive
de uso industrial), 29,5% de bens intermediários e 12,9%
de bens de consumo (duráveis e não-duráveis).
As relações comerciais com a Alemanha desempenham
um importante papel nesse contexto. Terceiro maior mercado
comprador de produtos paranaenses em 2003, aquele país
foi responsável por um volume de negócios de
US$ 435 milhões. No ranking das importações,
os produtos alemães ficaram em primeiro lugar, movimentando
US$ 533 milhões no ano passado. O valor eqüivale
a 15% de tudo o que o Estado comprou no exterior em 2003.
Entre os 100 produtos vendidos pelo Paraná ao mercado
alemão destacam-se a soja, a qual responde por mais
de 50% das vendas estaduais para a Alemanha, bem como material
de transporte (automóveis, motores e autopeças),
carnes, madeiras, máquinas e equipamentos e café.
Em contrapartida, o mercado paranaense absorve da Alemanha
autopeças e componentes para a fabricação
de veículos, notadamente para a montagem de automóveis
da Volkswagen/Audi, instalada na Região Metropolitana
de Curitiba. O Paraná também compra máquinas
equipamentos mecânicos e eletroeletrônicos.
As empresas de capital alemão instaladas no Estado desempenham
um importante papel no desenvolvimento das vendas internacionais.
Elas estão em primeiro lugar no que se refere às
exportações de produtos industrializados. Casos
como os da Bosch, que exporta mais de US$ 50 milhões/ano
para a Alemanha, da Trutzschler, da Gemü, da Tritec e
da Siemens são exemplares neste processo.
Para a Tritec - empresa fabricante de motores para automóveis
BMW e DaimlerChrysler produzidos na Europa - a qualidade de
vida da Região Metropolitana de Curitiba (considerada
uma das mais altas do Brasil), a mão-de-obra qualificada,
a boa estrutura de serviços e a instalação
de um pólo automotivo com grandes montadoras foram fatores
determinantes para a instalação da empresa no
Paraná.
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Alemães fazem o Paraná crescer
Pioneiros na indústria e no comércio do Estado,
eles contribuíram para a implantação e
o desenvolvimento de uma sólida economia
Essenfelder, Eisenbach, Stelfeld, Garmatter, Kopp, Hauer, Schrappe,
Maeder, Ströbel, Senff, Müller, Amhof, Wieland,
Reichmann, Ritzmann e Meissner - nomes os quais remetem a
nossa imaginação à Alemanha, e fazem
parte da história econômica do Paraná.
São alemães e seus descendentes, cuja iniciativa
contribuiu para a formação do primeiro parque
industrial do Estado.
No rastro destes primeiros empreendedores seguiram-se outros,
nas várias fases da industrialização paranaense.
O exemplo mais recente da ligação Paraná-Alemanha,
no campo industrial, é o investimento da Hexal, em sua
nova unidade.
Os alemães foram os primeiros imigrantes a chegar ao
Estado, em 1829, fixando-se em Rio Negro. Trouxeram experiência
em atividades, as quais os tornaram referência em empreendimentos
comerciais e industriais: olaria, agricultura, marcenaria,
ferraria e carpintaria, entre outros. A cultura também
foi marcada pela presença alemã. Em 1908, a Essenfelder
inaugurou sua fábrica de pianos, marca premiada na Europa
pela excelência de seus produtos.
Além da forte influência na fase inicial da industrialização
paranaense, a colônia alemã que escolheu Curitiba
para viver foi responsável, em grande parte, pela evolução
econômica da cidade.
Um retrato que revela a importância dos alemães
para a capital paranaense do final do século XIX está no
site www.origens.com.br, do jornalista César Setti.
Ali está registrado “.....em 1876, dos cinco médicos
de Curitiba, um era alemão. De dois farmacêuticos,
um era alemão. Aos alemães pertenciam as cinco
serras hidráulicas então existentes. De dez engenhos
de erva-mate, eles eram proprietários de um - o único
movido a vapor. A única fábrica de carroças
era de alemães, assim como as quatro cervejarias, onze
das quinze ferrarias, uma estufa de cal, um hotel, nove das
dez mercearias, seis dos sete moinhos, a única empresa
de diligências..... De cinqüenta e sete estabelecimentos
comerciais, doze eram propriedade de alemães. De quatro
mestres de construção, dois eram alemães...”.
Há menos de 10 anos, o Paraná passou por uma
nova fase de industrialização, impulsionada por
subsídios fiscais oferecidos pelo governo estadual para
a atração de novas fábricas. Nessa época
instalou-se no Estado a fábrica da Volkswagen/Audi,
com plataformas para a montagem de carros como o Golf, Audi
A3, Saveiro e, mais recentemente, o Fox, veículo totalmente
concebido no Brasil.
Junto com a montadora, outras 18 empresas de capital alemão
instalaram-se no Paraná entre 1996 e 2002. São,
em sua maioria, fornecedores de componentes e peças
para automóveis, como a Tritec, joint venture da BMW
e DaimlerChrysler para a fabricação de motores
de até 1.6cc, a Brose, Bollhoff Möller, Witzenmann,
Rütgers, Brandl, Krupp Hoesch, Edscha e Adwest Heidemann.
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Siemens está no Paraná desde 1995
Em 2005, a Siemens completa 30 anos de atuação
no Paraná. A empresa alemã fabrica equipamentos
para telecomunicações e foi a primeira multinacional
a instalar-se na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), em 1975.
Hoje, a unidade paranaense é uma das três fábricas
mundiais do Siemens. Em 2003, a planta foi consolidada como
Centro Regional de Desenvolvimento, onde são produzidos
equipamentos, sistemas de telecomunicações para
redes fixas e estações rádio-base para
redes móveis e equipamentos de rádio microondas.
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Tritec produz motores Made in Paraná
A Tritec Motors, uma joint venture da DaimlerChrysler e da
BMW, fabrica motores de 1.4 e 1.6 litros em Campo Largo, na
Região Metropolitana de Curitiba. Toda a produção é destinada à exportação
para a Inglaterra, México e China, mercados onde os
propulsores equipam automóveis como o Mini, PT Cruiser
e Chery A15.
A excelência dos produtos a Tritec no Paraná garantiram à empresa
vários prêmios dentre os quais: o Award’s
da Auto World Magazine como “One of the 10 best engines
of the world”, em janeiro de 2003; o Engine Technology
da International Magazine como “melhor motor do ano”,
em julho de 2003; e o Prêmio de excelência ambiental,
do grupo DaimlerChrysler, em janeiro de 2004.
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Bosch amplia investimentos em Curitiba
Nos últimos anos, a Bosch realizou significativos investimentos
na fábrica de Curitiba para a produção
de componentes dos novos sistemas eletrônicos de injeção.
Estes se tornaram necessários em função
da legislação brasileira de emissões de
gases de escape a qual entrou em vigor em janeiro deste ano.
Para 2004, estão previstas inversões de R$ 53
milhões.
A unidade da Bosch em Curitiba localiza-se na Cidade Industrial (CIC), ocupando
mais de 70 mil metros quadrados de área construída. A fábrica
inaugurada em 1978, e hoje com cerca de quatro mil empregados, exporta 50%
da produção para a Alemanha, os Estados Unidos e a Ásia.
A unidade possui certificados de qualidade total e ambiental.
A Bosch está tão integrada à vida curitibana que a empresa “adotou” a
comunidade carente de Vila Verde, situada nas proximidades da fábrica,
para promover ações de inclusão social de seus moradores.
Em paralelo, a ONG Voluntários Bosch implantou um projeto de sustentabilidade
- Cooperativa de Costureiras da Vila Verde - para melhorar a renda de um grupo
de mulheres, que costuram em máquinas doadas por funcionários
da empresa. Dentro deste contexto, a indústria está inaugurando
o “Barracão do Conhecimento”, espaço físico
destinado a oficinas de aprendizagem e capacitação profissional
para a construção civil, com cursos para pintor, marceneiro,
mestre de obras, eletricista, instalador hidráulico, serralheiro entre
outros.
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Qualidade total marca produção da Trützschler
A Trützschler do Brasil, fabricante de máquinas
têxteis, tem os seus equipamentos certificados com a
ISO 9001:2000, pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar),
e com a DIN EN ISO 9002, pelo Tüv Cert, da Alemanha.
Elas são decorrentes de um rigoroso conceito de qualidade,
traduzidos em um processo de produção a qual
acompanha os avanços de tecnologia e automação
da matriz, na Alemanha, e que resulta em máquinas produzidas
no Brasil, com alto padrão tecnológico. A gama
de produtos conta com máquinas máquinas para
fiação, além de instalações
recuperadoras de resíduos de algodão, filtros
de ar de alta capacidade e prensa de fardos.
O Grupo Trützschler é, de acordo com a empresa,
líder mundial no segmento de instalações
de preparação para a fiação. Além
de Alemanha e Brasil, a corporação possui unidades
industriais nos EUA, Índia e na China. Instalada no
Paraná desde 1977, a Trützschler já colocou
em operação no mercado nacional, 800 instalações
completas, 2.200 cardas (máquinas que desembaraçam
e limpam fibras têxteis) e 250 passadores.
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Moltec e Joos:
parceria na fabricação de molas
A Moltec Molas de Precisão irá investir US$
450 mil para ampliar, ainda este ano, em 15% a sua produção
de 7 milhões de molas/mês. A empresa de 70 funcionários,
situada em Araucária, produz molas, artefatos de arame/fita
e estampagem leve. Fundada há 25 anos pelo alemão
Dieter Edele, a Moltec foi vendida, na década de 80
para o suíço André Larsen, seu atual proprietário.
Há cinco anos, a organização formou uma
parceria com a Joos, companhia alemã especializada na
fabricação de molas dinâmicas de alta tecnologia,
usadas em bombas injetoras, entre outros. Como resultado, a
Moltec passou a utilizar tecnologias de ponta na fabricação
de seus produtos, o que a transformou em um dos mais destacados
empreendimentos de seu setor, atendendo clientes como Bosch,
Siemens, Volvo, ZF e Hettich Plastipar.
As empresas – Moltec e Joos - possuem certificação
Tüv Cert e ISO 9001/2000. Em 2003, a Joos recebeu o prêmio
Supplier Award, como melhor fornecedor do Grupo Bosch.
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Haas do Brasil abastece a indústria alimentícia
Pertencente ao grupo austríaco Franz Haas Waffel und
Keksanlagen GmbH, fundado em 1905, com sede em Viena, a Haas
do Brasil foi inaugurada em 1977 e produz equipamentos para
a indústria alimentícia nacional.
A companhia tem capacidade para produzir, por ano, até seis
linhas completas para wafer e três linhas de biscoitos.
No mercado nacional, praticamente todos os fabricantes de wafers
têm equipamentos Haas. Do Paraná, além
do mercado nacional, a empresa atende os mercados da Malásia,
Argentina, Peru, Chile, Equador, Bolívia, Áustria
e Estados Unidos.
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Volkswagen já produziu 400 mil veículos
no Paraná
Instalada na cidade de São José dos Pinhais,
na Região Metropolitana de Curitiba, a Volkswagen/Audi
foi inaugurada em janeiro de 1999 e é uma das mais modernas
fábricas do grupo. Resultado de um investimento de US$
1 bilhão, a montadora já produziu 400 mil veículos
nos últimos cinco anos, sendo 50% deles destinados à exportação
para todo o continente americano.
Com 2,5 mil empregados, a empresa é a única do
grupo a exportar o Golf para o mercado norte-americano e a
primeira a fabricar o novo compacto mundial da companhia, o
Fox. Responsável por outros 10 mil empregos indiretos,
a fábrica produz também o Audi A3 e o utilitário
Saveiro. A unidade venceu ainda uma concorrência mundial
para exportar peças de reposição do Golf
para os EUA, China e Europa. A capacidade de produção
da planta paranaense é de 550 carros/dia ou 160 mil
carros/ano. A produção dos veículos começa
no setor de estamparia, o mais moderno da América Latina
e no qual são fabricadas as peças metálicas,
como: portas, capôs, laterais etc. Em 2003, a área
passou a utilizar toda a capacidade da prensa (16 mil peças/dia).
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Paraná tem uma das maiores lavanderias industriais do
País
A Bardusch Arrendamentos Têxteis presta serviços
no ramo de lavanderia industrial e está instalada em
São José dos Pinhais, desde 1977. A empresa é uma
das três maiores do Brasil em seu ramo de atividade e
possui 250 funcionários.
Fundada na Alemanha, em 1870 a Bardusch brasileira foi a primeira
empresa do grupo implantada fora da Europa e iniciou suas atividades
com capacidade para 110 toneladas de roupas por mês.
Com grandes clientes como o DaimlerChrysler, Robert Bosch e
VW/Audi, a empresa disponibiliza uniformes, toalheiros, locação
de tapetes e de saboneteiras com refil.
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Brandl – referência em peças metálicas
A Brandl do Brasil, do Grupo Brandl Maschinenbau, fabrica
peças metálicas para veículos, conjuntos
soldados, ferramentas de estampar e dispositivos de solda e
controle. Trata-se de um dos mais capacitados e bem estruturados
fornecedores de peças metálicas do Brasil.
A Brandl exporta ferramentas e dispositivos para a Alemanha,
mas há dois anos vem se dedicando quase exclusivamente
ao mercado local.
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Gemü: previsão de investimentos de US$ 5 milhões
até 2006
A Gemü do Brasil, uma das empresas do grupo alemão
Gemü Gebrüder Müller Apparatenbau GmbH & CO.
KG, pretende investir US$ 5 milhões nos próximos
dois anos para dobrar a produção da unidade paranaense,
que hoje é de 150 mil válvulas e acessórios
por ano.
O grupo oferece ao mercado mais de 500 mil opções
de produtos, entre aparelhos de medição e de
controle e válvulas industriais do tipo diafragma, globo,
borboleta, de esfera e de controle. São equipamentos
os quais atendem atividades, como: tratamento de água
e efluentes, processos químicos em geral, biotecnologia,
indústria de semi-condutores, produção
de alimentos e bebidas e utilidades industriais em geral.
Para alcançar seu objetivo, a empresa investiu, ao longo
dos últimos anos, no desenvolvimento de novos produtos
e no aumento de sua capacidade fabril para atender também à crescente
demanda mundial. Nos últimos três anos foram aportados
aproximadamente US$ 4 milhões. As novas quantias devem
ser concentradas em contratação de mão-de-obra,
maquinário e no desenvolvimento de tecnologia.
A Gemü iniciou suas atividades no Brasil, em outubro de
1981, na cidade de São José dos Pinhais com a
tecnologia do grupo alemão, sediado em Ingelfingen,
região de Hohenlohe. A empresa desenvolve, conforme
a tradição do fundador e da direção
do Grupo Gemü, inúmeros projetos sociais. No Brasil,
a Gemü participou da fundação e construção
de uma entidade de apoio a menores em situação
de risco, onde recebem acompanhamento, estudo e atividades
de entretenimento, além de alimentação
e hospedagem.
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Grupo Hübner expande atuação
A Hübner Indústria Mecânica iniciou suas
atividades, em Curitiba, em 1980. Dez anos depois, lançou
no mercado de reposição de autopeças a
marca Auto Linea, que inicialmente produzia blocos de motor
da linha Mercedes-Benz. Atualmente, a companhia comercializa
blocos, cabeçotes, virabrequins, ajustadores automáticos
de freio, roscas sem fim e setores de direção.
Sua sede fica no município de Araucária.
A Hübner pretende inaugurar ainda este ano uma carvoaria
ecologicamente correta e, no final de 2005, uma siderúrgica,
ambas no Paraná.
Além do mercado automobilístico, o grupo Hübner
atua ainda na fabricação de peças destinadas à indústria
de bens de capital. Um dos principais investimentos programados
para os próximos dois anos é a modernização
e ampliação da Fundição Impar,
adquirida em 2002. Entre várias melhorias estão
as aquisições de duas novas linhas de moldagem.
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União fortalece participação no
mercado
A Statomat Spezialmaschinen foi fundada em 1949, na Alemanha,
com o objetivo de fabricar máquinas especiais para produção
de estatores de motores elétricos. Entre os primeiros
produtos fabricados pela empresa figuram as isoladoras de ranhuras
e as máquinas bandageadoras.
Atualmente, a empresa conta com vários produtos para
motores elétricos, alternadores e geradores e apresenta
soluções para o mercado, as quais incluem desde
máquinas individuais a linhas automáticas.
A Statomat está presente em vários países
e é dona de aproximadamente, 65% do mercado mundial
de máquinas especiais para fabricação
de motores elétricos. Sua participação
ficou ainda mais fortalecida ao unir-se com a concorrente,
a também alemã Elmotec.
A unidade brasileira fica no município de Pinhais, Região
Metropolitana de Curitiba, e possui 75 funcionários
constantemente treinados para assegurar o padrão de
qualidade.
Entre os seus principais clientes estão a Bosch, Electrolux,
Embraco, Loren Sid, Eberle, Elgin, Tecumseh, Weg, Kohlbach,
Arge, PPA, Tron, Hitachi, entre outros. A empresa também
exporta seus produtos para os Estados Unidos, a Alemanha, a
Inglaterra e para alguns países do Mercosul.
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Exemplo investe em tecnologia
A Exemplo MP é resultado de um processo de terceirização
da Siemens e presta serviços de calibração
em equipamentos de testes e medição nas áreas
de eletricidade, telecomunicações, freqüência,
radio freqüência, óptica e dimensional. Com
um investimento em tecnologia de, aproximadamente, US$ 300
mil, a empresa tem todos os padrões utilizados rastreados
pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização
e Qualidade Industrial (Inmetro).
Com sede em Araucária, a companhia é certificada
com a ISO 9001:2000 e conta com laboratórios de calibração
adequados à norma NBR ISO/IEC 17025. Trabalham na organização
28 profissionais altamente especializados, os quais permitem à Exemplo
MP atender com eficiência técnica as exigências
do mercado e a correta aplicação dos procedimentos
de calibração.
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E. Tamussino importa equipamentos hospitalares da Alemanha
A E. Tamussino, importadora de equipamentos médico-hospitalares
da Alemanha, completa 45 anos de fundação, em
2004. Com matriz no Rio de Janeiro e filiais em Curitiba, Recife
e São Paulo, a empresa compra externamente, por mês,
de 20 a 25 equipamentos de espirometria (que medem a capacidade
respiratória do pulmão).
A companhia recebeu os prêmios de reconhecimento de perfomance
diferenciada 2002 - Micro Medical (UK), o prêmio de melhor
distribuidor do ano de 2002 - Cook (USA) e de melhor marca & prestígio
comercial “Prêmio Rio de Janeiro”.
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Presença em mais de 100 países
A ABS Indústria de Bombas Centrífugas atua,
desde 1976, na fabricação de bombas, misturadores,
agitadores, aeradores e equipamentos de controle. A empresa é especialista
em água e efluentes, indústria de papel e celulose
e construção civil.
A empresa exporta para os EUA e União Européia
e investiu na aquisição de maquinários
(tornos) e na rede de tecnologia (internet, computação),
nos últimos anos principalmente .
A ABS surgiu em uma oficina, na pequena cidade de Scheiderhöhe, perto
de Colônia, na região oeste da Alemanha, em 1959. Seu fundador,
Albert Blum, começou a produção em série das bombas
chamadas ABS - nome tirado das iniciais de seu próprio nome e da localidade
onde nasceu e até hoje está sediada a ABS Pumpen AG.
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Associação amplia mercado da Plastipar
A Plastipar atua desde 1975 em Curitiba e tem sua fábrica
no Centro Industrial de Curitiba (CIC). Em 1995, a empresa
se associou com a Hettich, líder mundial no segmento.
O grupo atua na industrialização e comercialização
de ferragens e acessórios para a indústria moveleira,
e tem 36 subsidiárias em todo o mundo.
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Brinquedo alemão faz sucesso no Brasil
“
TIP-TEPP Flocos criativos” é um novo brinquedo
pedagógico que está ganhando espaço nas
escolas brasileiras. Importado da Alemanha, o brinquedo é composto
por pequenos e coloridos flocos cilíndricos, feitos
com amido extraído de plantas. O produto foi criado
e desenvolvido pelo maior inventor da atualidade, o alemão
Artur Fischer, cujos inventos patenteados só são
superados pelos de Thomas Edison. São mais de mil inventos
e quase 5,8 mil patentes.
A representação do brinquedo está a cargo
da Associação Difusora de Treinamentos e Projetos
Pedagógicos (ADITEPP), organização não-governamental
voltada para a educação de adultos. A ONG iniciou
suas atividades no Paraná, em 1972, com assessorias,
cursos e treinamentos para educadores e lideranças populares.
A partir de 2001, desenvolveu um projeto de sustentabilidade
econômica com a importação e comercialização
para escolas e instituições de ensino do brinquedo
pedagógico de Arthur Fischer.
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Ensino, pesquisa e tecnologia:base para a competitividade
Instituições de ensino, dentre as quais várias
mantêm programas de intercâmbio com a Alemanha,
apóiam
o desenvolvimento do Estado
O Paraná conta com uma completa rede de instituições
de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico apta
a capacitar sua população, dar respaldo ao setor
produtivo e, conseqüentemente, elevar a competitividade
do Estado. O Centro Federal de Educação Tecnológica
(Cefet) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), são
referências nacionais. Além disso, o Paraná conta
com seis universidades estaduais localizadas em pólos
regionais, o que permite disseminar o ensino e atender as demandas
específicas por pesquisa e tecnologia.
Ensaios e certificação - Entre as instituições
de pesquisa, um dos destaques é o Instituto Tecnológico
do Paraná (Tecpar), vinculado ao Governo estadual. Com
sede na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), o Tecpar é referência
nacional em laboratórios de ensaio para as áreas
de metal-mecânica, eletroeletrônica, controle da
qualidade de matéria-prima e de produtos, aferição
de ferramentaria e calibração de equipamentos.
Em 1997, o Tecpar passou a ser o primeiro organismo de certificação
credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização
e Qualidade Industrial (Inmetro) no Sul do país, prestando
serviços de avaliação de sistemas para
empresas privadas.
Tecnologia da Informação - O Instituto de Tecnologia
para o Desenvolvimento (Lactec) está entre os três
maiores centros de pesquisas do Brasil geradores de patentes
no setor de energia elétrica. Ele também é líder
nacional no desenvolvimento de produtos inovadores para a conservação
de energia.
Há um ano, o Lactec também presta serviços
de pesquisa e desenvolvimento para a área de tecnologia
da informação (TI). O credenciamento, conferido
pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, dá ao
Lactec a possibilidade de prestar serviços na área
de TI para empresas que utilizam os benefícios da lei
8.248/91. A empresa, regulamentada pela referida lei, pode
procurar um instituto ou incubadora credenciada, para desenvolver
projetos em TI e deduzir até 85% o Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) devido. Esse percentual não é fixo,
mas tem variações anuais.
Tecnologia em Software - Localizado no Parque de Software
de Curitiba, a ação do Centro Internacional de
Tecnologia de Software (Cits) está voltada para o desenvolvimento,
consultoria, capacitação e fomento em áreas
de inovação tecnológica. Atualmente desenvolve
projetos com várias empresas, entre as quais Siemens,
Hewlett Packard, Bematech, e Positivo Informática.
Parcerias com a Alemanha - O Centro Federal de Educação
Tecnológica do Paraná (Cefet-PR), uma das mais
importantes instituições de ensino, pesquisa
e intercâmbio com o setor produtivo do Estado, conta
com um programa de parceria com a Alemanha, denominado “Apoio à Estruturação
de Sistemas de Gestão da Qualidade”.
Realizado inicialmente em parceria com a Agência Alemã de
Cooperação Técnica GTZ , o projeto capacitou
o Cefet PR como órgão de referência, no
Brasil, em metodologia de internacionalização
dos conceitos da qualidade nos currículos das instituições
de ensino. Além disso, ele credenciou o Cefet PR para
as atividades de formação e multiplicação
de gerentes e auditores para instituições de
outros Estados.
Quando a cooperação técnica com a GTZ
foi encerrada, o projeto ampliou sua abrangência por
meio de novas parcerias com outras instituições
alemãs como a Associação Alemã para
a Qualidade DGQ e a Sociedade Carl Duisberg. Este último
caso permitiu o treinamento de funcionários de pequenas
e médias empresas na área da Gestão Ambiental.
Além do projeto no âmbito da qualidade, o diferencial
do Cefet-PR em relação aos outros 35 centros
existentes no País reside no programa de intercâmbio
com instituições alemãs, especialmente
as Escolas Superiores de Ensino Técnico (Fachhochschulen),
cuja estrutura didático-pedagógica é semelhante à do
Cefet. O primeiro acordo assinado com a Fachhochschule de Munique,
começou em 1989. A partir daí, seguiram-se acordos
com as Fachhochschulen de Berlim, Heidelberg, Karlsruhe, Mannheim,
Lippe, Zwickau e com a Universidade Tecnológica de Dresden.
Além das instituições de ensino alemãs,
são mantidas parcerias com universidades da França,
Espanha, Portugal, Ucrânia, Estados Unidos, Japão
e Argentina.
O Cefet PR é uma autarquia de regime especial vinculada
ao Ministério da Educação, com seis unidades
(Curitiba, Campo Mourão, Cornélio Procópio,
Medianeira, Pato Branco e Ponta Grossa), que atende 13 mil
estudantes e conta com um quadro de 1,8 mil servidores, entre
docentes e técnico-administrativos.
Universidade Federal do Paraná – A Universidade
Federal do Paraná (UFPR) também mantém,
há mais de 30 anos, diversos convênios com a Alemanha.
Um dos principais foi assinado com a Universidade Albert Ludwig,
de Freiburg, em 1970 e já está em sua terceira
versão. Ele prevê o intercâmbio de professores
e alunos de graduação do curso de Engenharia
Florestal.
A partir deste programa desenvolveram-se: o primeiro curso
de pós-graduação em Engenharia Florestal
do Brasil em 1972, o doutorado em 1982 e o pós-doutorado
em 1990.
O intercâmbio acadêmico de professores e alunos
entre Curitiba e Freiburg, o qual se mantêm há várias
décadas, contribuiu decisivamente para transformar a
Universidade Federal do Paraná no mais importante centro
de competência em Engenharia Florestal da América
Latina. Esta qualificação possibilitou a completa
transformação da produção de madeira
e a indústria a ela ligada, permitindo o manejo sustentado
de florestas e a produção de produtos com selo
verde, requisitos fundamentais para a exportação
desses produtos e seus derivados.
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Estado investe em preservação
Programas, como o Pró-Atlântica e o Terra Limpa,
são exemplos na área de proteção
ao meio ambiente
O Paraná sempre foi pioneiro em ações
de preservação ambiental. Nos últimos
anos, dois programas chamam a atenção. O Pró-Atlântica,
para melhoria das condições ambientais da Serra
do Mar e planície costeira, com apoio da Alemanha, e
o Desperdício Zero, que, responsável por promover
ações de recolhimento e destinação
adequada das embalagens de agrotóxicos.
O Pró-Atlântica, um dos maiores projetos de cooperação
financeira entre a Alemanha e o Estado do Paraná, envolve
9 milhões de euros e mais a contrapartida do Governo
estadual. A par-te alemã é operacionalizada pelo
Banco Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW). O objetivo é a
proteção da floresta localizada entre Curitiba
e o Litoral. “Os quase 12 mil quilômetros quadrados
de Mata Atlântica abrangem 15 municípios. No total,
cerca de 3 milhões de pessoas moram na área do
programa”, informa a consultora Marion Gehrke.
O Pró-Atlântica teve início em 1997 e deverá ser
concluído até dezembro deste ano. Nesse período,
o projeto já fez um levantamento da vegetação
da área para verificar e monitorar a situação
da Mata Atlântica. “Quando ele começou não
existiam mapas desta área. Foi feito um trabalho intensivo
para a produção destas cartas”, conta Marion.
O resultado está disponível em dois CDs, os quais
incluem, ainda, informações sobre hidrografia,
infra-estrutura, divisão política e unidades
de conservação.
O Pró-Atlântica também auxilia a fiscalização
e controle da mata. O programa equipou os órgãos
ambientais do Governo do Paraná com carros e tecnologias
operacionais para ajudar a reduzir as infrações
ambientais. Outra atuação é o apoio a
quatro unidades de conservação do Estado – parque
estadual das Lauráceas, com 27 mil hectares; área
de proteção ambiental de Guaratuba, com 2 milhões
de hectares; área de proteção ambiental
da Serra do Mar, com 67 mil hectares; e estação
ecológica do Guaraguaçu, com 1.150 hectares.
Cada uma destas unidades recebeu um plano de manejo especialmente
desenvolvido para ela.
Desperdício Zero – Na área agrícola,
o Paraná também dá exemplo aos demais
Estados com o programa de recolhimento e destinação
adequada das embalagens de agrotóxicos. O Instituto
Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV) – estima
que 53% das embalagens no Paraná já estejam recebendo
a destinação correta. A meta para este ano é de
aumentar este índice para 70% no Estado. No Brasil,
a meta é chegar a 50%.
Os índices nacionais já são melhores daqueles
alcançados nos Estados Unidos, considerados referência
mundial neste setor. Em 2002, os EUA recolheram 3,3 mil toneladas
de embalagens. No Brasil, foram 3,8 mil toneladas somente nos
três primeiros meses deste ano. Em 2003, o total recolhido
chegou a 7.855 toneladas em todo o País. O Paraná foi
o recordista, com 2 mil toneladas.
O bom desempenho paranaense deve-se principalmente ao pioneirismo
com a implantação, em 1999, do programa Terra
Limpa – hoje Desperdício Zero – o qual já recolheu
mais de meio milhão de embalagens em todo Estado. O
programa é gerenciado pela Secretaria do Meio Ambiente,
por meio da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos
Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa).
A experiência do Estado serviu como exemplo para o Programa
Nacional de Recolhimento e como base para a nova legislação,
de junho de 2000, prevê o destino adequado destas embalagens
em todo o Brasil.
O Desperdício Zero baseia-se em procedimentos adotados
com as embalagens, após a utilização dos
produtos. No caso de embalagens laváveis, adota-se a
prática da “tríplice lavagem das embalagens” com água
limpa. Depois dessa fase, elas são devidamente acondicionadas
e enviadas para uma das unidades de recebimento existentes
no Estado. O Paraná tem cerca de 78 unidades de recebimento,
a maior rede do Brasil.
Após este processo, as embalagens vão para a
reciclagem, feita pelo InpEV. Cerca de 80% delas podem ser
recicladas e reaproveitadas (vidro, plásticos e metal)
por indústrias licenciadas para este fim, para fabricação,
exclusivamente, de conduítes plásticos. As embalagens
que não podem ser recicladas são incineradas
em fornos especiais.
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Responsabilidade ambiental contribui para as exportações
Roadimex International auxilia empresas paranaenses a implantar
programas ambientais e, com isso, elas ganham espaço
no mercado internacional .
“
Nossa missão é proporcionar às empresas
uma gradativa mudança no comportamento gerencial, por
meio de parcerias com instituições e empresas
nacionais e internacionais, provendo informações
e inovações tecnológicas. Esta ação
viabiliza a expansão das atividades da empresa na medida
em que permite obter vantagens competitivas no mercado externo”,
declara Cristiane Baluta, Diretora da Roadimex Internacional,
referindo-se ao sistema de gestão ambiental lucrativa
de sua companhia.
Atuando há 2 anos nas áreas de agenciamento internacional
de cargas, consultoria em comércio internacional e prospecção
de mercado na Alemanha e Europa Central, a Roadimex logo constatou
a importância da questão ambiental para os negócios.
Disso resultou o desenvolvimento de um sistema o qual fortalece
a marca das empresas e ajuda a abrir mercados internacionais,
demonstrando a sua responsabilidade ambiental, um importante
requisito para fechar contratos de exportação,
principalmente com a Alemanha.
Cristiane Baluta interessou-se pela área quando participou
de um programa de marketing internacional nas cidades alemãs
de Saarbrücken, Radolfzel, Colônia, Bonn e Reutligen
(Export Akademie), entre 1995 e 1996. Seu objetivo era o de
estudar meios para aumentar e diversificar as exportações
do Brasil para países da União Européia.
De volta ao Brasil, junto com duas sócias - a especialista
em comércio exterior, Denise Baluta, e a engenheira
química, Fabiana Dian Ferreira – fundou a Roadimex.
A área de assessoria ambiental da Roadimex abrange o
gerenciamento de resíduos sólidos, líquidos
e gasosos, passivo ambiental e aterros sanitários e
industriais. A empresa mantém parcerias na área
de comércio internacional em vários países,
em especial com a Universidade de Colônia (por meio da
Connosco Consultoria), na Alemanha. A Roadimex também
participa do programa “Desperdício Zero” no
Paraná .
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Escolas divulgam a cultura alemã no Paraná
O Colégio Martinus, o Instituto Goethe e a GenauDas
preparam seus alunos para adquirir fluência na língua
alemã
O Paraná passou a contar com um diferencial para atrair
empresas e investimentos alemães desde 1956, quando
o Instituto Goethe instalou-se em Curitiba . Assim como o Goethe,
o Colégio Martinus e a escola GenauDas promovem o ensino
da língua e da cultura alemã na capital paranaense,
formando alunos aptos a trabalhar em filiais de empresas alemãs
instaladas no Estado ou em empresas nacionais as quais procuram
desenvolver negócios com a Alemanha.
O Colégio Martinus, por exemplo, está intensificando
o estudo de línguas estrangeiras. Por meio do projeto
Martinus Internacional, o ensino do alemão e do inglês
está sendo incrementados, com o objetivo de melhor preparar
o aluno para o mercado de trabalho.
Em suas duas unidades - Centro e Portão - o Martinus
congrega 860 alunos que, a partir da quinta série, têm
aulas de inglês, podendo optar também pelo alemão. “Queremos
resgatar o ensino das línguas, por meio de convênios
com escolas de idiomas, para que os alunos possam realizar
os exames de proficiência e concluam o segundo grau com
fluência em um idioma”, explica Luiz Paulo Mauhs,
Diretor geral da escola.
O Colégio Martinus é atualmente mantido pela
Instituição Sinodal de Assistência e Cultura
(ISAEC), ligada à Igreja Evangélica de Confissão
Luterana no Brasil. Esta instituição reúne
58 escolas e fundações de cultura em todo o Brasil.
O Martinus tem se destacado pela proposta pedagógica.
Os alunos não utilizam apostilas. Todo o ensino é baseado
em livros e as pesquisas e projetos são desenvolvidos
pelos professores.
Faculdade Martinus – A Faculdade Martinus oferece aos
seus alunos um programa de intercâmbio universitário
com a Alemanha. Estudantes matriculados no Centro de Educação
Profissional, Faculdades, Centro de Educação
Superior Tecnológica, Centro de Pós-Graduação
e Centro de Inteligência Corporativa têm a oportunidade
de viajar para conhecer a vida universitária alemã.
Em 2003, seis estudantes universitários que moram na
Casa de Estudantes Acisheim, em Munique, na Alemanha, passaram
uma semana no Brasil. Em contrapartida, este ano, um grupo
de seis estudantes brasileiros irão passar um período
na Alemanha.
GenauDas Sprachschule - A escola responsável pelo ensino
do alemão no Colégio Martinus é a GenauDas.
Com sede no bairro do Seminário, em Curitiba, a GenauDas
tem oito anos de experiência no ensino da língua
alemã. Ela tem também, entre seus alunos, funcionários
das empresas alemãs instaladas em Curitiba, como Bosch,
Volkswagen/Audi, Tritec, Trützschler, entre outras. A
metodologia de ensino é diferenciada e inovadora e o
material desenvolvido já é comercializado por
outras instituições do Brasil. “Nós
oferecemos ao aluno, desde o princípio, uma noção
geral da gramática básica, das estruturas e dos
tempos verbais, os quais são efetivamente o instrumental
linguístico necessário para o desenvolvimento
da fluência verbal. A base do ensino leva em consideração
principalmente as diferenças entre os idiomas alemão
e português, visando evitar que os alunos criem vícios
de linguagem”, conta Anke Schumacher, a proprietária
da escola.
Com este método diferenciado, cerca de 60% da gramática
da língua alemã é ensinada e treinada
intensivamente nos três primeiros semestres do curso.
Nos três semestres seguintes são trabalhados aspectos
mais avançados da língua, com aumento substancial
do vocabulário. O quarto ano visa o aprimoramento da
conversação. A GenauDas também oferece
cursos de português para estrangeiros.
Goethe – Tradicional escola de idiomas, o Goethe está em
Curitiba desde 1956, primeiro como Instituto Cultural Brasileiro
Germânico e, a partir de 1972, como Goethe. Dos 500 alunos
do Goethe, a maior parte são funcionários de
empresas alemãs como Bosch e Siemens. O seu curso completo
tem duração de 16 semestres, sendo seis no ensino
básico, seis no médio e quatro no avançado.
A escola também oferece cursos intensivos e semi-intensivos. “A
procura pelos cursos de alemão está voltando
a crescer. Houve um aumento significativo na época em
que empresas como a Volkswagen/Audi se instalaram em Curitiba.
Depois registramos uma queda, mas em 2004 verificamos um aumento
na procura”, informa a Claudia R. Jahnel, Diretora do
Goethe.
A sede do Goethe fica na Alemanha. Ela integra uma rede de
125 institutos espalhados por 77 países. A escola de
Curitiba mantém um programa de intercâmbio com
os 16 institutos da Alemanha. A programação do
intercâmbio pode variar de 2 a 12 semanas, dependendo
da necessidade do aluno.
No Brasil, o instituto conta com escolas em São Paulo,
Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Curitiba.
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Turismo cresce 62% no Paraná
Principais destinos são Foz do Iguaçu e Curitiba
O turismo é um dos negócios que mais crescem
no Paraná. Em dois anos, a receita gerada pelo segmento
aumentou 62,5%, passando de US$ 554 milhões, em 2000,
para US$ 899 milhões, em 2002. Projeções
da Secretaria Estadual do Turismo indicam nova expansão
nos próximos anos. Até 2007, o Estado espera
aumentar em 25% o fluxo de turistas e de 3 para 4,5 dias sua
permanência média.
Os principais destinos são Foz do Iguaçu e Curitiba.
Foz, um dos maiores pólos turísticos do Brasil,
recebe anualmente cerca de 4 milhões de visitantes.
As Cataratas do Iguaçu são a grande atração.
Formadas pelo rio que corta o Paraná de leste a oeste,
elas contam com 275 quedas d’água com altura média
de 65 metros e estão localizadas no Parque Nacional
do Iguaçu, tombado pela Unesco, como Patrimônio
Natural da Humanidade. A área verde de 185 mil hectares
abriga, 288 espécies de aves, onças pintadas,
antas, quatis e jacarés-do-papo-amarelo.
Outras atrações são a Hidrelétrica
de Itaipu, a maior do mundo, e o Parque das Aves, com 4 hectares
e onde vivem 500 aves de diversas espécies do mundo,
além de 12,5 hectares de proteção ambiental.
Curitiba – Já a capital paranaense destaca-se
pelo turismo de negócios. Entre 2000 a 2001, observou-se
um crescimento de 34,6% no fluxo de visitantes e os gastos
diários dos turistas chegaram a US$ 73,9.
Curitiba oferece aos viajantes várias opções
de passeios. A arquitetura reflete as correntes de imigrantes
e é uma das atrações: o centro histórico
e seus casarios preservados, o bairro italiano de Santa Felicidade
e outros ícones arquitetônicos, como: a Ópera
de Arame e o Jardim Botânico.
Curitiba possui 23 milhões de metros quadrados de área
verde – uma estatística que resulta em três árvores
por habitante. São 30 parques e bosques e cerca de 800
praças, jardins e núcleos ambientais. Para conhecer
os parques e espaços culturais, o visitante pode optar
pela Linha Turismo, um ônibus jardineira o qual percorre
22 pontos turísticos.
Litoral – Curitiba também é ponto de partida
para outros passeios. Para ir ao litoral, por exemplo, uma ótima
opção é o trem. A centenária estrada
de ferro proporciona uma viagem até Paranaguá,
passando por 13 túneis escavados na rocha e 30 pontes,
a maior delas, com 113 metros de extensão, suspensa
a 58 metros do fundo do vale.
Outra forma de chegar ao litoral é pela Estrada da Graciosa.
Caminho de pedras construído em meados do século
XVII, a Graciosa foi por 200 anos a única ligação
entre o litoral e o planalto. O viajante percorre 20 quilômetros
de paralelepípedos, em curvas fechadas por entre a Floresta
Atlântica.
Em Morretes, primeira parada do passeio, o turista pode saborear
o barreado, prato típico do Paraná que nasceu
no litoral. Trata-se de uma carne cozida por 12 horas, servida
com acompanhamento de farinha de mandioca, banana, laranja
e arroz.
A 14 quilômetros de Morretes fica Antonina, local que
teve seu apogeu econômico no fim do século XIX,
por conta da exportação da erva-mate pelo porto
Barão de Teffé, que chegou a ser o quarto maior
do País. Seguindo mais à frente, o turista chega
a Paranaguá, a cidade mais antiga do Paraná e
a primeira do sul no Brasil.
Nos 100 quilômetros do litoral do Paraná, os balneários
mais freqüentados são: Caiobá, Matinhos,
Guaratuba e Praia de Leste. Na baía de Paranaguá fica
a Ilha do Mel, considerada Reserva da Biosfera pela Unesco.
Para alcançar a ilha, que só tem trilhas e onde
não existem ruas nem trafegam carros, é preciso
fazer uma travessia em barcos os quais saem de Paranaguá ou
da Praia de Pontal do Sul.
Outros destinos – De Curitiba, o turista também
pode seguir em direção oeste para chegar aos
Campos Gerais, região central do Estado. A primeira
parada é Vila Velha, um dos cartões-postais do
Paraná, e onde encontram-se as esculturas rochosas com
dezenas de metros de altura. Três quilômetros adiante,
em direção a Ponta Grossa, chega-se a Furnas,
local onde encontram-se três crateras com mais de 100
metros de profundidade e 80 de diâmetro com poços
de águas cristalinas. Uma das crateras dispõe
de um elevador para turistas. A mesma água de Furnas
abastece a Lagoa Dourada, localizada no meio de um bosque.
Ainda nos Campos Gerais, vale a visita ao Parque do Guartelá,
com seu famoso cânion e programas de turismo rural.
No Norte do Paraná, Londrina e Maringá, nasceram
com a riqueza do café e possuem atrações
que justificam a visita. Em Londrina, vale conhecer o Parque
Florestal Arthur Thomas, o Lago Igapó, o salto Apucaraninha,
a arquitetura da Catedral Metropolitana, da Mesquita Muçulmana
e do Templo Budista Japonês Honganji.
Em Maringá, os pontos mais visitados são: o Parque
do Ingá, o Horto Florestal e as Thermas. A Catedral
Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, símbolo
da cidade, é o décimo monumento em altura do
mundo e o primeiro da América do Sul, com capacidade
para 4.500 pessoas.
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