Paraná, um estado de oportunidades
Bem-vindo ao Paraná.
Com 6% de participação no PIB, o Paraná tem uma
economia bastante diversificada e é um dos Estados mais importantes
do Brasil.
O Paraná responde por 25% da produção brasileira
de grãos, sendo o maior produtor de trigo, milho e feijão
do País. O Estado também é o maior produtor nacional
de frango, com 1.700.000 toneladas processadas por ano, e o segundo maior
produtor de soja e de cana-de-açúcar.
Na indústria, o Paraná se destaca como o maior produtor
de compensados de madeira e o segundo maior pólo automobilístico
do país. Auto-suficiente em energia e com muito espaço
para crescer, o Estado oferece grandes oportunidades de negócios
em todos os setores da economia. Invista no Paraná.
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Localização Estratégica
O Paraná está situado na região Sul do Brasil,
tem uma superfície total de 199.314 km2 e é dividido em
399 municípios. Sua área representa 34,5% da região
Sul e 2,3% da área total do Brasil.
Tendo o Estado de São Paulo ao norte e nordeste, e Santa Catarina
ao sul, o Paraná também faz divisa com o estado do Mato
Grosso do Sul (a noroeste), com a Argentina (a sudoeste) e com o Paraguai
(a oeste). A leste, o estado encontra o Oceano Atlântico, numa
faixa de apenas 98 km. Consideradas as baías e reentrâncias
da costa, no entanto, esta faixa supera os 150 quilômetros.
Num raio de 1.300 quilômetros em torno do território paranaense
estão os maiores centros econômicos do Brasil, que representam
aproximadamente 80% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Neste raio
encontram-se ainda algumas das maiores cidades dos principais mercados
do Mercosul.
A região concentra em torno de 200 milhões de consumidores
potenciais e um PIB superior a US$ 1 trilhão. Esta conjunção
de fatores faz do Paraná a “porta de entrada” do Mercosul.
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Terra de todas as Etnias
O Paraná possui aproximadamente 10 milhões de habitantes. É o
6º Estado mais populoso, com 5,6% do total da população
brasileira e 38% da Região Sul. A densidade demográfica
do estado é de 47,98 habitantes/km2.
Síntese de várias etnias, o Paraná é conhecido
como “terra de todas as gentes”.
O estado recebeu imigrantes das mais diversas procedências: poloneses,
italianos, ucranianos, japoneses, alemães, espanhóis, holandeses,
franceses, sírios, libaneses, ingleses e israelitas.
Esses povos contribuíram para a formação sócio-cultural
do estado, gerando influências na linguagem popular, na literatura
oral e escrita, nas festas religiosas, nos hábitos alimentares
e outros atos coletivos. Até hoje, toda essa riqueza e variedades
folclóricas são preservadas e desenvolvidas, conferindo
ao Paraná uma tipologia humana bastante peculiar.
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Economia Diversificada
A economia paranaense passa por um importante processo de transformação.
Tradicionalmente agrícola, o estado vem modernizando sua infra-estrutura
e investindo maciçamente em todos os quadrantes, visando consolidar
uma política de industrialização que permita atrair
novos empreendimentos.
A estratégia escolhida não está restrita a incentivos
fiscais. Ela prevê também a oferta de mão-de-obra
qualificada e a formação de parcerias com instituições
federais e estaduais.
| Composição do PIB |
| Comércio e serviços |
45,07% |
| Indústria |
41,27% |
| Agropecuária |
13,66% |
Fonte: IBGE, Contas Regionais do Brasil 1997-2000.
A industrialização do estado se fundamenta em plantas mais
dinâmicas, em especial as dos ramos metalmecânico, eletroeletrônico,
material de transporte, química, papel e celulose, cerâmica,
além dos setores têxtil e de cimento.
Nos últimos anos, várias montadoras multinacionais instalaram-se
no estado, trazendo o que há de mais moderno em tecnologia para
o Paraná. Motivadas pela instalação de grandes empresas
automotivas, dezenas de outras empresas e indústrias afins também
implantaram unidades no estado.
O Paraná é o segundo maior produtor de software do Brasil – as
empresas paranaenses respondem por grande parte da exportação
brasileira no setor.
A indústria moveleira, é forte e merece destaque. Contudo,
a agroindústria ainda é considerada como uma das mais promissoras
fontes de receitas para o estado. O noroeste do Estado vem desenvolvendo
a industrialização de sua produção de couro,
seda, frutas e mandioca.
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Energia para Crescer
A matriz energética brasileira é composta, aproximadamente,
por 82% de geração hídrica, ficando o restante distribuído
entre a geração térmica, eólica e nuclear.
Graças a um complexo hidrográfico com enorme potencial
energético, o Paraná é o maior produtor de energia
elétrica do Brasil, gerando cerca de 25% de toda a energia consumida
no país.
Na bacia do rio Iguaçu, na fronteira com o Paraguai, encontra-se
a Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional - a maior em operação
no mundo -, com potência instalada de 12.600 megawatts.
Com a implantação do Gasoduto Brasil-Bolívia, as
indústrias da Região Metropolitana de Curitiba já são
abastecidas por gás natural. A Petrobrás está elaborando
trabalhos de prospecção de gás no centro do estado,
tendo já confirmada uma jazida capaz de produzir 150.000 m3/dia
no município de Pitanga.
A COMPAGAS (Companhia Paranaense de Gás) já abastece postos
da Região Metropolitana de Curitiba com GNV (Gás Natural
Veicular).
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Turismo
Graças às suas belezas naturais, cerca de 4 milhões
de turistas (dos quais mais de 1 milhão são estrangeiros)
visitam anualmente as Cataratas do Iguaçu e a Hidrelétrica
de Itaipu.
A cidade de Foz do Iguaçu possui a terceira maior estrutura hoteleira
do país. Em função deste fluxo, o governo estadual
implantou o Projeto Costa Oeste, que engloba todos os municípios
localizados nos 1.400 Km de margens do lago de Itaipu, num esforço
para desenvolver a infra-estrutura e promover o turismo na região.
Curitiba, a capital do estado, é também importante destino
de viagem dos turistas nacionais e estrangeiros. É considerada
a melhor cidade do país para viver e fazer negócios.
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Ligação com o Mundo
A infra-estrutura atual existente torna o estado do Paraná a
principal intersecção rodoviária e ferroviária
do País, ligando os estados do extremo sul as demais unidades
da federação. A ligação entre rodovias, ferrovias,
portos, aeroportos e hidrovias confere ao Paraná um sistema de
multimodalidade de transporte mais competitivo em relação
aos seus parceiros no mercado brasileiro e no Mercosul.
Rodovias
A malha rodoviária do Paraná tem 18,4 mil quilômetros
de estradas pavimentadas, correspondendo a 9,6% da malha nacional. São
3.058 quilômetros de rodovias federais, 10.240 quilômetros
de rodovias estaduais e 5.536 quilômetros de rodovias municipais,
que ligam os principais centros produtores aos principais mercados consumidores
e ao Porto de Paranaguá.
Ferrovias
O Paraná possui uma das melhores infra-estruturas ferroviárias
do Brasil.
A extensão da malha ferroviária é de 2.312 quilômetros,
dos quais 2.064 quilômetros são operados pela América
Latina Logística (ALL). A FERROESTE, com 248 km., é gerenciada
em sistema de concessão pela Ferrovia Paraná S.A. (FERROPAR),
que mantém acordo com a ALL, viabilizando o transporte ferroviário
da produção agrícola do oeste paranaense até o
Porto de Paranaguá.
A empresa Serra Verde Express faz o transporte turístico de passageiros
entre Curitiba e Paranaguá, em trecho sob a concessão da
ALL.
A rede paranaense conecta-se com demais estados brasileiros do sul (Santa
Catarina e Rio Grande do Sul) através da própria ALL, com
o sudeste (São Paulo e Minas Gerais) através da FERROBAN,
em rede de bitola métrica, e com a Argentina através da
BAP e Ferrovia Mesopotâmica.
Aeroportos
O Paraná também possui uma das melhores infra-estruturas
aeroportuárias do Brasil. Dentro do território paranaense
existem 102 aeroportos e estão distribuídos em 44 aeroportos
públicos, permitindo a ligação com as principais
cidades do Brasil e exterior; e 58 aeroportos particulares ou privados,
normalmente localizados em fazendas.
Conta com dois aeroportos internacionais, um na Região Metropolitana
de Curitiba – localizado no município de São José dos
Pinhais –, e outro em Foz do Iguaçu, extremo oeste do estado.
O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos
Pinhais, é o principal aeroporto do Paraná, com uma movimentação
entre pousos e decolagens da ordem de 6.000 aeronaves/mês, 180.000
passageiros embarcados e desembarcados mensalmente, e 2.000 toneladas
de cargas movimentadas por mês.
Planejado como instrumento de desenvolvimento e integração
do MERCOSUL, o Aeroporto Internacional Afonso Pena permite perfeita ligação
com outros meios de transportes, constituindo-se num terminal multimodal
de cargas e passageiros. Localizado próximo aos portos de Paranaguá (75
Km) e Antonina (78 Km), terá um ramal ferroviário que permitirá a
interligação com os portos do litoral paranaense.
Portos
Dois importantes portos operam no litoral paranaense: os portos de Paranaguá e
Antonina. Modernos e bem equipados, os portos são responsáveis
pela movimentação de 28 milhões de toneladas de
carga por ano. Atualmente, 90% das atividades portuárias do estado
estão privatizadas.
- Paranaguá
O Porto de Paranaguá é o maior exportador de soja da América
Latina, com capacidade de embarque de 9.000 toneladas/hora. Capacitado
no carregamento de carga geral, granéis, contêineres, veículos,
açúcar, inflamáveis e fertilizantes, é o
principal porto exportador de grãos do Brasil, e o 2o no ranking
dos mais importantes terminais marítimos brasileiros. Sua área
de influência abrange o Paraná, estados e países
vizinhos. Tem acesso rodoferroviário aos principais corredores
de transporte.
| Capacidade estática de armazenagem de granéis sólidos |
1.236.000 tons |
| Á rea total |
2.350.000 m2 |
| Extensão do cais |
2.616 m |
| Calado |
8 a 13 m |
| Capacidade de recepção de granéis sólidos |
100.000 t/dia |
| Capacidade de embarque |
9.000 t/hora |
| Armazéns para cargas gerais |
24 (70.000 m2) |
| Tanques para cargas líquidas |
78 (260.000 m3) |
| Pátio para veículos |
147.000 m2 |
| Pátio para contêineres |
302.800 m2 |
| Capacidade de movimentação |
25 contêineres/hora |
| Armazenagem açúcar (granel) |
50.000 t |
| Cargas frigoríficas |
7.000 t |
| Descarregamento de caminhões |
1.500/dia |
- Antonina
O Porto de Antonina, formado por dois terminais, está equipado
para movimentar contêineres e carga geral (madeira, açúcar,
pneus), além de produtos frigorificados. Pelo sistema de transbordo
de navios ao largo são movimentadas cargas de fertilizantes, sal,
trigo e outros.
O Terminal Barão de Teffé é composto pelo cais
comercial (para navios de até 155 m), com calado de 19 pés
(5,79m), por dois armazéns (2.436 m2 e 1.056 m2), e balança
(100 t) para operação de múltiplo uso em área
de 256.622,95 m2.
O Terminal Portuário da Ponta do Félix possui cais com
360 m de extensão e pátio para 2.300 contêineres,
além de 200 tomadas para contêineres frigorificados. Dispõe
de três armazéns para carga geral, somando 28.000 m3 de
capacidade.
O acesso marítimo é feito pelo canal da baía de
Paranaguá, com 26,3 pés (8,02 m) de profundidade, 5,4 milhas
(10 km.) de comprimento e 0,06 milhas náuticas de largura.
Hidrovias
A navegação fluvial é pouco explorada no Paraná,
principalmente pela dificuldade da integração entre os
diferentes modais e a curta navegabilidade dos trechos para embarcações
de médio e grande porte.
A Hidrovia Tietê-Paraná, que une São Paulo a Buenos
Aires, já é navegável em vários trechos.
Integra sete estados brasileiros, Argentina e Paraguai, numa extensão
de 2.739 Km, dos quais 1.200 km em território argentino, 619
km em território brasileiro e, ao longo de 880 km, estabelece
a divisa do Paraguai com o Brasil e Argentina. Em conjunto com o rio
Parnaíba, seu prolongamento natural, o Rio Paraná tem
uma extensão de 4.000 km. A operação comercial
dos rios Paraná e Tietê ocorre na medida em que vão
sendo feitas várias obras destinadas ao aproveitamento múltiplo
dos dois rios. Mais de 90% deste empreendimento hidroviário
está concluído.
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Comércio Exterior
As exportações paranaenses vêm crescendo ano a ano,
tendo como suporte os mais variados segmentos que agregam em suas mercadorias
a produtividade, a tecnologia e a alta qualidade.
A expansão industrial diversificou a pauta de exportações,
introduzindo produtos de maior valor agregado, como veículos e
motores, gerando emprego e renda. Os números evidenciam a transformação
econômica do estado, que, além de grande exportador de grãos
desenvolveu uma importante plataforma de embarque de produtos industrializados.
Agora, além da soja, do milho, carnes e madeiras, fazem parte
da balança comercial máquinas e implementos agrícolas,
equipamentos de telecomunicações, automóveis e software.
| Principais destinos |
| Estados Unidos |
14,48% |
| China |
11,32% |
| Alemanha |
6,13% |
| Holanda |
4,92% |
| Espanha |
4,33% |
| Principais origens |
| Alemanha |
15,85% |
| Estado Unidos |
12,40% |
| Argentina |
8,98% |
| Paraguai |
7,82% |
| Nigéria |
6,12% |
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Suporte para Tecnologia e Inovação
O Estado mantém diversas instituições focadas na
pesquisa e desenvolvimento, certificação e inovação
tecnológica.
TECPAR – Instituto de Tecnologia do Paraná
IAPAR – Instituto Agronômico do Paraná
LACTEC – Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento
EMATER – Empresa Paranaense de Assistência Técnica
e Extensão Rural
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Representação Industrial
O Sistema Federação das Indústrias do estado do
Paraná (FIEP), é o grande representante do setor produtivo
paranaense, abrigando 92 sindicatos patronais. Cerca de 30 mil empresas
integram o Sistema FIEP:
• SESI – Serviço Social da Indústria
Atua em áreas como a educação do trabalhador, lazer,
saúde e segurança.
• SENAI – Serviço Nacional da Indústria
Atua no desenvolvimento/capacitação profissional e na educação
continuada.
• IEL – Instituto Euvaldo Lodi
Atua nas parcerias entre Universidade e Indústria, concebe e desenvolve
projetos de inovação.
• CIN – Centro Internacional de Negócios
Atua nas relações internacionais. Organiza missões
empresariais, trade fairs e workshops, e presta assessoria em comércio
exterior.
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Elaboração: FIEP - Centro Internacional de Negócios
do Paraná |